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Sobre textos e imagens Agosto 1, 2010

Posted by paulo jorge vieira in Uncategorized.
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O Miguel Serra Pereira (MSP) deixou-me um comentário neste post. Na crítica que faz à imagem do post escreve “peço-lhe que reflicta um momento, pois creio que, se o fizer, se dará conta de que um post destes só prejudica a sua causa, pelo que o próprio Paulo o retirará, apresentando-nos em vez dele os seus argumentos contra a tourada, a fim de que os interessados os possam discutir como cidadãos adultos, livres e responsáveis, terçando as armas de juízos políticos rivais”.

Percebo que esta imagem seja incómoda. Não a sinto extremista. É apenas uma expressão possível de um conjunto de ideias que radicalizam a luta internacional contra a tourada. Choca? Sim! Mas ainda bem que o faz.

Ao contrário do Carlos que escreveu uma elaborada leitura filosófica sobre a temática eu simplesmente coloquei uma imagem. Sinceramente não percebo a tourada. Deverá ter que ver com a minha origem geográfica onde tal tradição não existe. Tal como o circo, vejo a tourada como algo dispensável na cultura, e nas tradições, do mundo onde vivo. O incómodo emocional provocado pelo sofrimento sem significado de um animal, liberta em mim uma tristeza profunda, que me leva claro a muitas vezes a demonstrar esse sentimento.

Como em muitas outras coisas, não hiper-racionalizo este debate. E sei que me pede o Miguel, e imagino que outros leitores, uma elaborada discussão teórica (com muitas citações em mais do que duas línguas) mas não é assim que “blogo”. Tenho com os “blogs”, e os “bloggers”, uma relação de fruição imediata. Gosto de textos breves, displicentes, provocadores. Gosto de imagens, cruas, duras! Gosto de sentir, e de expressar sentimentos. Foi isso que fiz com esta imagem…

Adenda:

Entre as minhas leituras, encontrei um pequeno texto de Divya P.Tolia-Kelly, de onde retirei este parágrafo que resolvi partilhar:

Although both “affectual” and “emotional geographies‟ attempt to attend to the intractable silence of emotions in social research and public life (Anderson and Smith, 2001), the field of “emotional‟ geographies is the location of the recovery work that embraces embodied experience and the political materialities that resonate from and that are formed through emotions. The value of an affectual approach over writing through emotion is often intangible and immeasurable, yet these two fields are simultaneously conjoined and separate because of their subject matter, language, their political vision and genealogies. “Emotional Geographies‟ (Anderson and Smith 2001, Davidson and Bondi 2004) however, assert a space for feminist politics, race and difference, and I would argue that this is because embedded in this intervention is a memory of social theories of difference, namely those that are embodied in a feminist critique of modernity and its legacy. The difference between this plane of enquiry and the research on affect, is that affect reflects a distillation of embodied experience to geometric modes and textures of feeling. Emotion is relegated to immediacy, immanence and the virtual in the everyday lived environment; intrinsically embedded in universalist thought rather than the geopolitical landscape that constitutes our universal political life. I argue here that a sensitivity to “power geometries‟ is vital to any individuals capacity to affect and be affective.

 

(também no 5dias)

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Comentários»

1. cinco dias » Sobre textos e imagens - Agosto 1, 2010

[…] Sobre textos e imagens 1 de Agosto de 2010 por Paulo Jorge Vieira O Miguel Serra Pereira (MSP) deixou-me um comentário neste post. Na crítica que faz à imagem do post escreve “peço-lhe que reflicta um momento, pois creio que, se o fizer, se dará conta de que um post destes só prejudica a sua causa, pelo que o próprio Paulo o retirará, apresentando-nos em vez dele os seus argumentos contra a tourada, a fim de que os interessados os possam discutir como cidadãos adultos, livres e responsáveis, terçando as armas de juízos políticos rivais”. Percebo que esta imagem seja incómoda. Não a sinto extremista. É apenas uma expressão possível de um conjunto de ideias que radicalizam a luta internacional contra a tourada. Choca? Sim! Mas ainda bem que o faz. Ao contrário do Carlos que escreveu uma elaborada leitura filosófica sobre a temática eu simplesmente coloquei uma imagem. Sinceramente não percebo a tourada. Deverá ter que ver com a minha origem geográfica onde tal tradição não existe. Tal como o circo, vejo a tourada como algo dispensável na cultura, e nas tradições, do mundo onde vivo. O incómodo emocional provocado pelo sofrimento sem significado de um animal, liberta em mim uma tristeza profunda, que me leva claro a muitas vezes a demonstrar esse sentimento. Como em muitas outras coisas, não hiper-racionalizo este debate. E sei que me pede o Miguel, e imagino que outros leitores, uma elaborada discussão teórica (com muitas citações em mais do que duas línguas) mas não é assim que “blogo”. Tenho com os “blogs”, e os “bloggers”, uma relação de fruição imediata. Gosto de textos breves, displicentes, provocadores. Gosto de imagens, cruas, duras! Gosto de sentir, e de expressar sentimentos. Foi isso que fiz com esta imagem… (também aqui) […]


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