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Entre os “olhares” e os “armários” da sexualidade Outubro 13, 2011

Posted by paulo jorge vieira in geografias das sexualidades, mestrado geografia.
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Amanhã bem cedo, talvez provoque algumas pessoas com o meu texto em torno do engate homoerótico, espaço público e cidade de Lisboa. Será aqui .

Entre os “olhares” e os “armários” da sexualidade
Espacialidades de Engate Homoerótico em Lisboa

RESUMO/ABSTRACT:
Partindo de uma experiencia de investigação etnográfica em torno das espacialidades e sociabilidades lésbicas e gays urbanas em Lisboa este ensaio pretende alargar o espectro da investigação realizada para os espaço de engate e encontro sexual na cidade.A relação histórica e simbólica entre (homo)sexualidade e espaço urbano é marcada pela relação trialéctica entre anonimato, multidão e mobilidade que reforça a importância das espacialidades gays e lésbicas nas cidades centrais do Ocidente ao longo de todo o século XX (Aldrich 2004). David Bell e Jon Binnie são claros ao referir que “The city is the prime site both for the materialization of sexual identity, community and politics, and . . . sexual citizenship.” (Bell e Binnie, 2000:25). A cidade é assim o espaço da liberdade, do encontro, da visibilidade. É nas cidades onde vivemos que nos cruzamos com multitudes de gente que se vão construindo como membros das comunidades e grupos de pertença de que fazemos parte, sendo que as minorias sexuais são um desses grupos.
Robert Aldrich identifica assim uma cidade de oportunidades para encontros sexuais e relações sociais, mas esta cidade diversa é também um espaço de segurança, de visibilidade comunitária, de intervenção politica, de consumo. Essa cidade torcida é por isso uma cidade múltipla nos espaços, nos territórios, nos sentidos e nos simbolismos, expressa muitas vezes nos discursos públicos sobre o tema. Esta cidade de constelações de actores e actrizes sociais, essa cidade feita de diversidades muito maiores do que todos os nossos sistema classificatórios essa cidade de diversidades múltiplas e cruzadas. Esta é uma cidade cruzada entre identidades fechadas e multitudes orgânicas (Chisholm, 2005).
Partimos pois de referenciais etnográficos para re-esquacionar a construção de uma constelação de espacialidades de pertença que nos fazem repensar a importância da cidade como território e encontro sexual e que se plasma em práticas não visíveis de engate e encontro sexual.

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