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geografia feminista Março 8, 2012

Posted by paulo jorge vieira in geografias, geografias das sexualidades.
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(retirado daqui com autoria de Joseli Maria Silva)

A geografia feminista tem desafiado as bases do conhecimento geográfico e tem se esforçado por construir uma postura crítica que envolve a epistemologia e a metodologia como um campo de forças desiguais entre homens e mulheres, tal como realiza McDowell (1992), evidenciando as dimensões sociais, econômicas e espaciais das experiências vividas pelos pesquisadores e suas relações na construção das agendas de pesquisa e de como elegem os conceitos do conhecimento hegemônico.
Como pode ser observado no quadro apresentado, a geografia feminista conta com uma complementaridade de múltiplos métodos de pesquisa que são apropriados a partir de contextos e finalidades a serem atingidas. Contudo, a abordagem da nova geografia cultural tem sido um campo fértil de evolução da geografia feminista. Bondi (1992) destaca as simbologias ‘invisíveis’ na paisagem urbana contemporânea que são compartilhadas e sustentam os distintos e assimétricos papéis de gênero. Bondi e Domosh (1992) realizam uma crítica aos dualismos, à doutrina da separação das esferas masculinas e femininas e os conflitos entre os usos os usos dos espaços públicos e privados. Rose (1993), através de seu potente conceito de “espaço paradoxal”, propõe caminhos que entrelaçam raça, classe, gênero e sexualidade, privilegiando a identidade múltipla e a plurilocalização sócio-espacial do sujeito feminino.
A geografia feminista tem contribuído sensivelmente com a geografia cultural contemporânea através da incorporação de gênero, identidade e representação no espaço social. Marcante nessa contribuição foi o avanço da ciência com a integração das abordagens pós-coloniais, pósestruturalistas e as teorias gays e lésbicas de identidade e espaço. O foco das discussões tem sido a interseção entre identidade / espaço / poder, notadamente nos trabalhos cuja abordagem revela elevada atenção para as transformações de identidades relacionadas com os diferentes espaços que podem instituir diferentes performances de corpo. Várias pesquisadoras geógrafas, como Massey (1991), estão constantemente refletindo sobre a complexidade que envolve as identidades fluidas e sua relação com o espaço, argumentando que ambos os termos são inseparáveis e simultaneamente (re) criados discursivamente.

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