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2 de Março Fevereiro 27, 2013

Posted by paulo jorge vieira in activismo, LGBT em portugal, sexualidades e géneros.
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a mobilização para o 2 de Março, que se realiza um pouco por todo o país, tem em Lisboa uma dinâmica especial. a multiplicação de marés é antes de tudo a resignificação de inúmeras lutas unidas no combate a austeridade. aqui ficam os cartazes de duas dessas nebulizações específicas.

2 de Março fem

Marcha Mundial das Mulheres apoia e estará presente na manifestação dia 2 de Março

Que se Lixe a Troika, o Povo é quem mais Ordena!
Traz vestido algo de cor lilás e junta-te!

“Todos os dias ouvimos falar na “crise” e na “inevitabilidade” da austeridade e todos os dias a sentimos nas nossas vidas, nas nossas casas. A propósito da “crise”,criada pelo mundo da finança e aplicada pelos governos a seu mando, já nos mandaram emigrar, já nos chamaram piegas, já disseram que temos vivido acima das nossas possibilidades, já disseram que éramos cigarras…
Dizem-nos que o trabalho não é um direito, que a precariedade é inevitável. Que é“natural” e “inevitável” que nos despeçam, nos recusem um emprego ou o acesso a determinado posto por podermos vir a engravidar, ousarmos pensar em ter crianças, sermos mães. Dizem-nos que até é bom o regresso ao lar, afinal as mulheres hoje já não estão bem consigo, com a sua vocação, a sua natureza.
Dizem-nos que é “natural” e “inevitável” termos, por sermos mulheres, muito mais probabilidades de trabalhar na economia informal ou de receber um salário inferior ao que auferiríamos se fossemos homens. Dizem-nos que a violência doméstica é uma fatalidade, afinal quem não sai da relação é porque não quer, se não tem autonomia financeira é porque não quer trabalhar, ou trabalha pouco.”

mare arco iris

MARÉ ARCO-ÍRIS na manifestação de 2 de Março em Lisboa – Que Se Lixe a Troika!
“Pelas liberdades sexuais e reprodutivas!

Em nome de um roubo querem impor-nos determinadas formas de viver como necessárias, sem alternativa. Em nome de um roubo querem retirar a todas as pessoas que vivem em Portugal as liberdades e direitos que conquistaram. Em nome de um roubo querem-nos a viver de novo no medo. Em nome de um roubo querem matar um Portugal moderno, inclusivo e diverso que respeita as escolhas familiares e reprodutivas de cada pessoa, na gravidez, no casamento, no divórcio, na identidade de género. Afirmar um Portugal de ainda mais escolhas e alternativas é imperioso, nas nossas vidas individuais e políticas. As pessoas lgbt estão alerta e gritam bem alto: nos nossos corpos o Povo é Quem Mais Ordena! Que Se Lixe a Troika!”

 

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