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ou se alguém, no primeiro café que tomares, te devolverá a mesma inquietação que saboreias, enquanto esperas que o líquido arrefeça. Setembro 28, 2014

Posted by paulo jorge vieira in Uncategorized.
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anela
“Rotina” de Nuno Júdice
Ao abrir a janela do quarto para outras
janelas de outros quartos, ao veres a rua que desemboca
noutras ruas, e as pessoas que se cruzam, no início da
manhã, sem pensarem com quem se cruzam
em cada início de manhã, talvez te apeteça
voltar para dentro, onde ninguém te espera. Mas
o dia nasceu – um outro dia, e a contagem do tempo
começou a partir do momento em que
abriste a janela, e em que todas as janelas
da rua se abriram, como a tua. Então, resta-te
saber com quem te irás cruzar, esta manhã: se
o rosto que vais fixar, por uns instantes, retribuirá
o teu gesto; ou se alguém, no primeiro café que
tomares, te devolverá a mesma inquietação 
que saboreias, enquanto esperas que o líquido
arrefeça.

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