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(pmr17) Corpo Celeste Fevereiro 11, 2015

Posted by paulo jorge vieira in poemas.
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estrelas-12

Corpo Celeste

Um corpo quando se desfaz liberta pó

cinza de luz.

Eu encosto-me à tarde, contra a solidez

da terra. A melancolia arde

na palidez do corpo.

levantam-se do meu sono auroras.

Há fogos no céu que explodem

que se alimentam só do meu corpo.

Libertam-se anjos, focos brancos.

A terra leveda alada. Azeda.

Uma flor cresce entre as minhas vértebras

saudosa. Mergulha raízes

no Iodo do meu amor.

É uma estrela reabsorvida pelo céu

que se alimenta da minha morte.

António Cândido Franco

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