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(pmr18) Não te Arruínes, Alma, Enriquece Fevereiro 12, 2015

Posted by paulo jorge vieira in poemas.
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Buscando a felicidade (1)

Centro da minha terra pecadora, 

alma gasta da própria rebeldia, 

porque tremes lá dentro se por fora 

vais caiando as paredes de alegria? 

Para quê tanto luxo na morada 

arruinada, arrendada a curto prazo? 

Herdam de ti os vermes? Na jornada 

do corpo te consomes ao acaso? 

Não te arruínes, alma, enriquece:

vende as horas de escória e desperdício 

e compra a eternidade que mereces, 

sem piedade do servo ao teu serviço. 

Devora a Morte e o que de nós terá,

que morta a Morte nada morrerá. 

William Shakespeare,

Carlos de Oliveira (1921-1981) transpôs para português sete dos sonetos de Shakespeare (1564-1616) a que chamou “Sonetos de Shakespeare rescritos em português”.

Comentários»

1. Ana Soares - Março 21, 2016

Gosto!


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