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da vida nua à potência destituinte Fevereiro 15, 2015

Posted by paulo jorge vieira in academia, activismo.
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(Alexander Di Vasos)

JORNADA
Da vida nua à potência destituinte. O projecto ‘Homo sacer’ de Giorgio Agamben
21 de Fevereiro | 10h às 18h | Salão do Atelier Re.al

Com António Guerreiro, António Bento, José Tolentino Mendonça, André Dias, Luhuna Carvalho, Ana Isabel Cardoso Figueiredo, António Caselas, Alexandre Franco de Sá, Bruno Peixe Dias, Bruno Lamas, Luís Carneiro, José Caselas, João Duarte, Nuno Leão, Ricardo Noronha, Mariana Pinho, João Pedro Cachopo e Unipop.

Organização: Unipop
Entrada livre

Ao longo dos últimos vinte anos, o filósofo italiano Giorgio Agamben dedicou-se à publicação de uma série de nove volumes, agrupados pelo título homónimo do primeiro – Homo sacer (1995) –, que configura um dos mais radicais projectos da filosofia política contemporânea, enquanto genealogia das categorias políticas que dominam a nossa modernidade. Pese embora consista em arqueologias de natureza predominantemente filológica sobre domínios que raramente vemos conjugados e que ainda se tende a julgar excêntricos à actualidade da política, como o direito arcaico, a teologia medieval ou as comunidades monásticas, esta série mostrou-se, no seguimento de Foucault, decisiva para a configuração de problemas como a biopolítica e a governamentalidade. O seu carácter provocatório, bem como a sua recusa intransigente em oferecer quaisquer linhas de orientação ou programas para a acção política, não a manteve isenta de críticas àquela que seria uma dimensão estritamente negativa da sua teoria. Ainda assim, esta particular emergência de conceitos – de «vida nua» a «potência destituinte» –, recentemente concluída com L’uso dei corpi (2014) e aumentada com Stasis. La guerra civile come paradigma politico (2015), tem-se revelado – à justa medida da sua violência e paradoxalidade – indispensável para chegar a pensar hoje uma política por vir.

Dar conta deste projecto agora findo requer uma espécie de passo atrás na leitura embrenhada (ou na apropriação desenvolta) para procurar colocá-lo num horizonte de inteligibilidade o mais abrangente possível. Assim, a Unipop propõe uma jornada composta por duas mesas-redondas alargadas com breves intervenções de investigadores convidados pela sua heterogeneidade e metodologias diversas, da teologia às ciências sociais e filosofia das práticas artísticas, entremeadas por discussões abertas a todos os presentes. Enquanto a primeira mesa-redonda (de manhã) será inteiramente dedicada à reavaliação da série ‘Homo sacer’, questionando a sua organização, alcance e âmbito propriamente filosófico, a segunda (de tarde) tentará cartografar algumas das consequências políticas, jurídicas e artísticas, bem como antecipar através das quais, com alguma probabilidade, este projecto continuará a ressoar.

PROGRAMA
10:00 mesa-redonda: A REAVALIAÇÃO DO PROJECTO ‘HOMO SACER’
Intervenções de António Guerreiro sobre a relação entre categorias linguísticas e categorias políticas,António Bento acerca de pacto e promessa numa arqueologia da dívida (Homo sacer, II, 4), José Tolentino Mendonça em torno das modalidades de uma ética messiânica, André Dias interrogando que espaço corresponde à não-relação de poder, Luhuna Carvalho entre a potência destituinte e o cuidado de si, Ana Isabel Cardoso Figueiredo a respeito da (des)sacralização do corpo, António Caselas com a categorização final do «sacer» através de negação, forma de vida e uso, e Alexandre Franco de Sá, com moderação de Bruno Peixe Dias.

Intervalo para almoço

14:30 mesa-redonda: ANTECIPAÇÃO DAS CONSEQUÊNCIAS
Intervenções de Bruno Peixe Dias sobre os usos e desvantagens de Agamben para a esquerda, Bruno Lamas acerca da «vida sem valor» entre fetiche do capital e economia política da vida nua, Luís Carneiro explorando a relação entre sacralidade e governamentalidade, José Caselas a respeito de figuras actuais como a sobrevida e o neo-morto, João Duarte sobre a lógica imunitária da reprodutibilidade técnica da política, Nuno Leão questionando o governo do ingovernável, Ricardo Noronha acerca da «stasis» de guerra e política na cidade dividida, Mariana Pinho descrevendo a baderna como potência no rolezinho, e João Pedro Cachopo sobre as consequências político-literárias, entre o literal e o alegórico, da leitura de Bartleby, com moderação de André Dias.

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