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PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO E NATUREZA Outubro 6, 2015

Posted by paulo jorge vieira in Uncategorized.
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pensa

Seminário | PENSAMENTO CRÍTICO CONTEMPORÂNEO E NATUREZA

15, 22 e 29 de Outubro e 5 de Novembro
Das 18h às 20h

Casa dos Amigos do Minho
(Rua do Benformoso, 244, Intendente, Lisboa)

Organização: Unipop e revista Imprópria

INSCRIÇÕES
Frequência do seminário + exemplar da revista Imprópria n.º 3 (inclui dossiê ‘Natureza’) – 10 euros

O número de lugares está limitado ao espaço disponível.

A inscrição deve ser feita por transferência bancária, através do NIB 0035 0127 00055573730 49 (à ordem de Associação Unipop), seguida de e-mail com o comprovativo para cursopcc@gmail.com.

O que é a Natureza? Como se faz Natureza? Raymond Williams diz em 1980, num texto curto onde faz todavia o caminho longo, por mais de dois milénios, das ideias ocidentais sobre natureza, que «nos processos pelos quais interagimos com o mundo físico, criamos não apenas uma natureza humana e uma ordem natural alterada; também criamos sociedades». Para ele, se falarmos apenas do Humano e da Natureza singulares, podemos desenhar uma história geral, mas por omissão das relações sociais e em mutação. «Necessitamos de ideias diferentes sobre natureza por necessitarmos de relações diferentes.» Não podíamos ser mais claros. Karl Marx e Friedrich Engels, uns 130 anos antes, concebem este problema numa reflexão por eles rasurada no manuscrito de A Ideologia Alemã e que tem sido retomada em novas edições: «Conhecemos uma única ciência, a ciência da história. A história pode ser examinada de dois lados, dividida em história da natureza e história dos homens. Os dois lados não podem, no entanto, ser separados; enquanto existirem homens, história da natureza e história dos homens se condicionarão reciprocamente. A história da natureza, a assim chamada ciência natural, não nos diz respeito aqui; mas, quanto à história dos homens, será preciso examiná-la.» O campo está, portanto, em aberto.

A dessacralização da ideia de Natureza enquanto exterioridade biofísica intocada, não humana e prévia ao humano, junto da defesa de um natural construído socialmente, imbuído na história humana, introduz, ao lado de uma riqueza e densidade inédita e por tal espaço de experimentação socionatural e emancipatória, possibilidades óbvias de uma natureza puramente instrumental, cavalo de Troia para a expansão do valor e da apropriação. Há aqui vias de risco que não passam desapercebidas à ecologia militante e que, por sinal, tomam corpo na crítica da natureza feita por autores como William Cronon, Raymond Williams, Philippe Descola ou Viveiros de Castro. Este último autor expõe brutalmente o dilema ao terminar uma revisão da história ecológica da amazónia: «E, afinal, para dizê-lo de maneira crua, o fato de uma pessoa não ser mais virgem não autoriza ninguém a estuprá-la, não é mesmo?»

Programa
15 de Outubro
Natureza e Cultura
Ricardo Roque
[Orador a confirmar]
Moderação/comentário: Inês Galvão

22 de Outubro
Natureza e História
Carlos Aguiar
Santiago Gorostiza
Moderação/comentário: Miguel Carmo

29 de Outubro
Natureza Humana
João Manuel de Oliveira
Jorge Martins Rosa
Moderação/comentário: Frederico Ágoas

5 de Novembro
Antropoceno e Ecologia
André Dias
Davide Scarso
Moderação/comentário: Bruno Caracol

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