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2015 in review Dezembro 30, 2015

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The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2015 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Sydney Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 17,000 times in 2015. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 6 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

(np) mudanças Dezembro 29, 2015

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chegou-a-hora

a entrada do novo ano arrasta consigo aquela ideia de mudança que vamos celebrando. pessoalmente a minha vida está em profunda mudança desde Agosto. pequenos passos. pequenos caminhos que tenho vindo a abrir ao longo destes meses e que se plasmam em novidades diversas, em pequenos nadas que alguns reconhecem, mas que outros não notam. nos próximos dias alguns novos passos acontecerão. desta feita coisas um pouco mais estruturantes. mas vai ser bom.

(cfp) Places That Progress?: creating better lives for sexual and gender minorities Dezembro 22, 2015

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prideflag

Call for Participation (Uni of Brighton, UK):

Places That Progress?: creating better lives for sexual and gender minorities
Friday 18th March 2016, 11:00-17:00
Why should we consider geography when doing work on sex and sexualities? This unique one-day symposium aims to bring together activists, academics, charities and public and voluntary organisations, to explore geographies of sexualities and develop links within and across diverse sectors. This event aims to deepen understandings of sexualities to enable better provision for and engagement with marginalised groups, while also developing grounded and deeply involved research that is at the cutting edge of social science, critical theory, activism and public policymaking alike. We invite interested individuals or representatives of groups or organisations to take part by sharing their own ideas, or research or initiatives they have been involved in.

We now have decades of critical and sustained geographic research on sex and sexualities, culminating in the next year’s Ashgate Research Companion to Geographies of Sex and Sexualities (Brown & Browne forthcoming). Key geographic interventions and explorations have included the multiple scales at which sexualities operate, from the ‘micro’ scale of the body to the ‘macro’ scale of global geopolitics; LGBTQ communities, villages and ‘ghettos’; sexuality-related imaginings of particular countries or cities; spaces of sex work; the ongoing heterosexualisation of everyday space; and global and transnational activisms for sexual minorities. However, links with research, policy and activism beyond the academy have remained relatively limited, and geography is not always considered relevant when addressing issues of sex and sexualities.

Mindful of this context, the symposium will bring together a diverse audience to share research, insights and experiences of sex and sexualities, highlighting the importance of geographical questions such as:

  • How does place matter when considering gender and sexual/LGBT equalities?
  • How are spaces of sexual liberation created, managed and used?
  • How are exclusions and marginalisations produced and organised spatially?
  • In what ways are place and space important in the regulation of sexual practices and identities?
  • In what ways are place and space important in the regulation and policing of sex work?

We encourage participants to present their research, work or ideas in whatever style feels best to them, including but not limited to presented papers, videos or short films, posters, workshops, discussion panels, activity sessions and so on. We are happy to discuss your presentation with you in advance.

If you would like to submit a proposal, please send a short abstract (around 200 words) to Suzanne Armsden (S.M.Armsden@brighton.ac.uk) by 31st January 2016.

Registration fee: £30 (waged) or £10 (unwaged/low wage/student/other concession). Travel bursaries and fee waivers are available.

This symposium is sponsored by the Society, Space and Environment Research Group at the University of Brighton and the Space, Sexualities and Queer Research Group of the Royal Geographical Society (with IBG).

Organising Committee: Prof. Kath Browne, Dr Jason Lim, Dr Nick McGlynn, Dr Joseli Maria Silva and Dr Joe Hall.

Força Estranha Dezembro 20, 2015

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“Força Estranha”, original de Caetano Veloso nas versões de Ana Carolina e Gal Costa. “Aquele que conhece o jogo Do fogo das coisas que são”

***

 

Eu vi um menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada
E eu nunca passei
Eu vi a mulher preparando
Outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada
Que nunca passou

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

Eu vi muitos cabelos brancos
Na fronte do artista
O tempo não pára, e no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol, é o tempo, é a estrada
É o pé e é o chão

Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
É o sol sobre a estrada
É o sol sobre a estrada, é o sol

Por isso a força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz, essa voz tamanha

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

REVOLUCIÓN por PAUL B. PRECIADO Dezembro 18, 2015

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qr

Partilho, vindo de Parole de Queer, este texto demasiado bom para não ser partilhado. Partilho uma ideia de questionar e repensar a necessidade de transversalizar as opressões, os movimentos, as ideias, as políticas!

REVOLUCIÓN por PAUL B. PRECIADO

La palabra “pride”, orgullo, tenía sentido en un contexto en el que la homosexualidad y la transexualidad eran consideradas como enfermedades mentales y estaban en muchos casos criminalizadas. Las minorías sexuales llevamos muchos años luchando por la descriminalización, la despatologización y el reconocimiento de los derechos fundamentales. Desde 1969 hemos entrado en un proceso al mismo tiempo de normalización e integración. En simultáneo, han ido apareciendo otras exclusiones, de clase, de raza, de discapacidad que están presentes incluso en contextos en los que la homosexualidad se ha ido progresivamente normalizando y en parte ha habido en los últimos años una reafirmación de las convenciones heteronormativas.

Para mí una palabra que funcionaría hoy mucho mejor que “Orgullo” podría ser “Revolución”. Necesitamos un cambio de paradigma epistémico, el cuestionamiento del marco médico y jurídico en el que se asigna la diferencia sexual. Necesitamos una revolución de nuestros modos de amar, de entender la producción de placer, la filiación. Las minorías sexuales nos sentimos parte de un movimiento más amplio de transformación social, reclamamos un proceso de democratización política total, incluida la democracia sexual, pero sin olvidar la justicia racial, de clase o ecológica.

Uno de los problemas de las luchas actuales es que han quedado atrapadas en las lógicas de la identidad en la que cada movimiento (gay, lesbiano, trans, intersex, etc.) pelea por su propia representación y visibilidad. El reto es establecer alianzas que presten atención a la transversalidad de la opresión y que sean capaces de inventar procesos abiertos de experimentación social para producir otros modos colectivos de vivir.

 

… agruras! Dezembro 12, 2015

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arvore-de-natal.jpg

 

“Escuta então uma voz longínqua, vinda da eternidade do presente, que lhe segrega as agruras da vida. (…) E a tragédia suprema acomete-o em Dezembro, e no período que entusiasma os velhos como ele, mas que se lhe converte em quadra de irreversível desilusão. Põe-se a árvore de Natal na sala de jantar, e ele auxilia criteriosamente o Pai na colocação dos enfeites, bolas brilhantemente coloridas que não raro se lhes desfazem nas mãos, mariposas e cogumelos de baquelite, anjos recortados em cartão, e providos de asas que roçam a terra, fios prateados, neve a fingir que lhe pica os dedos, e sobre tudo isto a fulgurante estrela que acende e apaga sem descanso. O Pai desde por fim do escadote, senta-se com ele ao colo na poltrona ao lado, e sopra-lhe junto da orelha,

«O Menino não é parvo, e já sabe muito bem que não é o Menino Jesus que traz os presentes. Ele apenas dá ao Pai a saúde para trabalhar, e ganhar o dinheiro com que os compra.»

A árvore de natal vai encolhendo lentamente, despoja-se dos seus ornamentos, e torna-se um desplumado arbusto, metido num vaso rachado. O velho encaminha-se para o escritório da casa demolida, acomoda-se com um gemido á secretária, e rabisca esta frase,

«E o Príncipe transformou-se em sapo.»”

Mário Cláudio, “Astronomia”, pp.131

se me souberes cuidar Dezembro 12, 2015

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Amor Afoito (cantado por Ana Moura)

Dou-te o meu amor
Se mo souberes pedir, tonto
Não me venhas com truques, pára
Já te conheço bem demais

Dou-te o meu amor
Sem qualquer condição, por ora
Mas terás que provar que vales
Mais que o que já mostraste ser

Se me souberes cuidar
Já sei teu destino
Li ontem a sina
A sorte nos rirá, amor
Se quiseres arriscar
Não temas a vida
Amor, este fogo
Não devemos temer

Dou-te o meu amor
Em troca desse olhar doce
Não resisto e tu tão bem sabes
Tenho raiva de assim ser

Tudo em mim amor
É teu, podes tocar, não mordo
Sabes bem que não minto, tonto
Meu mal é ter verdade a mais

vou querer sobreviver ao dia de amanhã Dezembro 7, 2015

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Fecho a porta  oiço um vazio

vou querer sobreviver ao dia de amanhã

 

olhos, cenas que não vou lembrar

hei-de encontrar, dignificar o sol de uma manhã

 

e agora, fraco ou forte, só me resta ir

e acredito que no mundo há flores por abrir

mesmo que sinta que algo em mim aqui morreu

 

Juntos sou eu

só eu

 

e existe um só céu, uma febre pagã

e depois de um sim ou não  há sempre um amanhã

e agora  sinto que algo em mim aqui morreu

 

juntos sou eu

só eu

juntos sou eu

só eu

juntos sou eu …

 

 Fecho a porta  oiço um vazio

vou querer sobreviver ao dia de amanhã

 

e o mar e o sol e a chuva só me fazem ir

e acredito que no mundo há flores por abrir

eu vou….

 

e agora, fraco ou forte, só me resta ir

e acredito que no mundo há flores por abrir

mesmo que sinta que algo em mim aqui morreu

 

juntos sou eu

só eu

 

e o mar e o sol e a chuva só me fazem ir

e no fim da grande estrada  há sempre um partir

mesmo que sinta que algo em mim aqui morreu

juntos sou eu

só eu

só eu

 

juntos sou eu

juntos sou eu

só eu

 

Eu vou …

e sinto que algo em mim aqui morreu

juntos sou eu

só eu

e agora, fraco ou forte, só me resta ir

e acredito que no mundo há flores por abrir

e agora  sinto que algo em mim aqui morreu

juntos sou eu

só eu

untos sou eu

só eu

 

Música: Nuno Gonçalves
Letra: Nuno Gonçalves e Sónia Tavares
Interpretado por: The Gift

Across The Universe Dezembro 6, 2015

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Words are flowing out like endless rain into a paper cup
They slither while they pass, they slip away across the universe
Pools of sorrow waves of joy are drifting through my open mind
Possessing and caressing me

Jai Guru Deva, Om
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world

Images of broken light which dance before me like a million eyes
And call me on and on across the universe
Thoughts meander like a restless wind inside a letter box
They stumble blindly as they make their way across the universe

Jai Guru Deva, Om
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world

Sounds of laughter shades of earth are ringing
Through my open mind, inciting and inviting me
Limitless undying love which shines around me like a million suns
It calls me on and on across the universe

Jai Guru Deva, Om
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world

Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world
Nothings gonna change my world

Jai Guru Deva
Jai Guru Deva
Jai Guru Deva
Jai Guru Deva

 

(RIP) Marília Pêra Dezembro 5, 2015

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Marília Pêra (Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 1943 – Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 2015)

 

As coisas estão passando mais depressa
O ponteiro marca 120
O tempo diminui
As árvores passam como vultos
A vida passa, o tempo passa
Estou a 130
As imagens se confundem
Estou fugindo de mim mesmo
Fugindo do passado, do meu mundo assombrado
De tristeza, de incerteza
Estou a 140
Fugindo de você

Eu vou voando pela vida sem querer chegar
Nada vai mudar meu rumo nem me fazer voltar
Vivo, fugindo, sem destino algum
Sigo caminhos que me levam a lugar nenhum

O ponteiro marca 150
Tudo passa ainda mais depressa
O amor, a felicidade
O vento afasta uma lágrima
Que começa a rolar no meu rosto
Estou a 160
Vou acender os faróis, já é noite
Agora são as luzes que passam por mim
Sinto um vazio imenso
Estou só na escuridão
A 180
Estou fugindo de você

Eu vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim

O ponteiro agora marca 190
Por um momento tive a sensação
De ver você a meu lado
O banco está vazio
Estou só, a 200 por hora
Vou parar de pensar em você
Pra prestar atenção na estrada

Vou sem saber pra onde nem quando vou parar
Não, não deixo marcas no caminho pra não saber voltar
Às vezes, às vezes sinto que o mundo se esqueceu de mim
Não, não sei por quanto tempo ainda eu vou viver assim
Eu vou, vou voando pela vida
Sem querer chegar