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(np) tu Janeiro 20, 2016

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cigarro

 

o cigarro é um estranho amigo/inimigo. neste momento em que sei que o quero tornar um inimigo, ou melhor, um amigo distante que a vida afastou.

é um caminho. um caminho que sei nem sempre fácil. mas um caminho.

hoje, que estou num “dia não”, já cometi o erro de fumar. um erro que sei me faz mal. que me faz mesmo mal. e por isso toca a ganhar força para não cair no erro de novo.

a verdade é que me sinto meio perdido; meio sem chão, meio… meio… meio…

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(cfp) Neoliberal academia and the sexuality scholarship within Human Geography Janeiro 18, 2016

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bierds

 

CFP: Neoliberal academia and the sexuality scholarship within Human Geography

RGS-IBG Annual International Conference 2016 in London, 31 August to 2 September 2016

Session Organisers: Chen Misgav, Department of Politics and Government, Ben-Gurion University of the Negev, and Thomas Wimark, Department of Human Geography, Stockholm University.

Universities around the globe are increasingly being affected by neoliberal trends (Castree, 2006). The (now not so) new market logic require universities to commodify, restructure and consolidate their activities in order to be profitable (Dowling, 2008), e.g. through closing down or merging research departments and cutting unprofitable courses and research fields. Simultaneously, scholars are becoming ever more exposed to a competitive academia forcing us to intensify our production (Birch, Bond, Harris, Hoogeveen, Laliberte & Rosol, 2012) through individualised self-auditing processes in order to remain within academia (Berg in Castree, 2006). Several scholars have discussed the impact of neo-liberalisation on research production, foremost with a focus on race and ethnicity (e.g. see Berg, 2012; Kobayashi, Lawson & Sanders, 2014). However, less is known of the impact on the sexuality scholarship.

It is now more than 15 years ago the JGHE Symposium: Teaching Sexualities in Geography was held discussing geographers’ engagements with sexuality in higher education (Knopp, 1999). Since then the sexuality scholarship has become an important part of Human Geography with an increasing bulk of literature and research being published each year. Sexuality scholars have been successful in claiming space within Human Geography. This session seeks to discuss both the limits and the possibilities of the neoliberal academia for scholars of sexuality. The themes include but are not limited to:

·        Sexuality scholarship and curriculum in the neoliberal academia

·        Teaching sexuality in the era of budget cuts and consolidation

·        Challenges for minority sexuality students in the individualised academia

·        Postgrad students and sexuality scholarship

·        Postdoc opportunities and sexuality

·        Young academics and the scholarship of sexuality

·        Funding opportunities and policy relevant research

·        Voices from different spaces and places, such as the global North/South, northern/southern Europe

If interested to present a paper, please send a 250-word abstract (clearly stating title, keywords, name, institution, and contact details) to Chen Misgav (chenmisg@post.tau.ac.il) and Thomas Wimark (thomas.wimark@humangeo.su.se) by noon (CET) February 15th, 2016.

References

Berg, L. D. (2012). Geographies of identity I Geography–(neo) liberalism–white supremacy. Progress in human geography36(4), 508-517.

Birch, K., Bond, S., Harris, T., Hoogeveen, D., Laliberte, N., & Rosol, M. (2012). What can we do? The challenge of being new academics in neoliberal universities. Antipode44(4), 1055-1058.

Castree, N. (2006). Research assessment and the production of geographical knowledge. Progress in Human Geography30(6), 747-782.

Dowling, R. (2008). Geographies of identity: labouring in the’neoliberal’university. Progress in Human Geography.

Knopp, L. (1999). JGHE Symposium: Teaching Sexualities in Geography [1] Queer Theory, Queer Pedagogy: new spaces and new challenges in teaching geography. Journal of Geography in Higher Education23(1), 77-79.

Kobayashi, A., Lawson, V., & Sanders, R. (2014). A commentary on the whitening of the public university: The context for diversifying geography. The Professional Geographer66(2), 230-235.

escuro, ou um céu tão côr de sangue Janeiro 18, 2016

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escuro

o livro de poesia que leio.o livro que ontem me acompanhou na tentativa de dormir.a poesia de Ana Luísa Amaral. e o seu fulgor em torno dos tempos que vivemos, e dos quotidianos vazios desta temporalidade cheia de luz, mas onde o escuro nos abre mais a visão do “real”.

DAS MAIS PURAS MEMÓRIAS: OU DE LUMES

Ontem à noite e antes de dormir,
a mais pura alegria

de um céu

no meio do sono a escorregar, solene
a emoção     e a mais pura alegria
de um dia entre criança e quase grande  

e era na aldeia, acordar às seis e meia da manhã, 
os olhos nas portadas de madeira, o som
que elas faziam ao abrir, as portadas
num quarto que não era o meu, o cheiro
ausente em nome

mas era um cheiro
entre o mais fresco e a luz
a começar     era o calor do verão,
a mais pura alegria

um céu tão côr de sangue
que ainda hoje, ainda ontem antes de dormir,
as lágrimas me chegam como então, e de repente,
o sol como um incêndio largo
e o cheiro     as cores

Mas era estar ali, de pé, e jovem
e a morte era tão longe,
e não havia mortos nem o seu desfile,
só os vivos, os risos, o cheiro
a luz

era a vida, e o poder de escolher, 
ou assim o parecia:

a cama e as cascatas frescas dos lençóis
macios como estrangeiros chegando a país novo,
ouas portadas    abertas de madeira
e o incêndio     do céu

Foi isto ontem à noite,
este esplendôr no escuro e antes de dormir.

 

ala

“Escuro” de Ana Luísa Amaral, Assírio e Alvim, 2014

(cfp) International Conference on Feminist Geographies and Intersectionality: Places, Identities and Knowledges Janeiro 17, 2016

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1st Call for Papers

International Conference on Feminist Geographies and Intersectionality: Places, Identities and Knowledges 

Department of Geography Universitat Autònoma de Barcelona.

14-16 July 2016

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Organised by:

Grup de Recerca de Geografia i Gènere

Departament de Geografia – Universitat Autònoma de Barcelona

Sponsored by:

Agència de Gestió d’Ajuts Universitaris i de Recerca (AGAUR), Generalitat de Catalunya

Departament de Geografia (UAB)

With the support of:

Commission on Gender and Geography, International Geographical Union

Institut Interuniversitari d’Estudis de Dones i de Gènere

 

This International Conference is addressed to researchers working from feminist perspectives on gender as well as other identities that play a role in the experience of place: age, social class, ethnicity, sexuality, ability and others. Taking these power structures alone or in mutual constitution, we want to gather as many experiences as possible to account for the current dynamics of power relations and the role of places where they occur. Papers on diverse issues of everyday experiences in different contexts and spatial scales, in urban and rural areas, will be welcomed. All of them should illustrate the relationship between spaces and power structures in a global society that face relevant challenges from an economic, social, political and environmental sense. Theoretical, methodological or case studies papers are of interest.

 

The Conference seeks to build a stimulating forum to exchange ideas and forge new and fruitful international collaborations among researchers interested in gender geographies with an intersectional perspective.

 

The official language of the Conference will be English. Abstracts (in English, maximum 200 words) and keywords (in English, maximum 5) will be sent to 2016GenderBarcelona@gmail.com up to 11th March 2016.

Registration fee: 180 euro (90 euro students) (includes lunch and coffee break of 14 and 15 July). The acceptation of papers will be announced from 1 to 15 April 2016 and the Registration period will be open from 18th April to 31st May 2016.

bata.jpg

(nl) o coro dos defuntos Janeiro 9, 2016

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coro

uma toada beirã. um fulgor de “aquilino”. uma “estória” do final dos anos 60 até um abril de liberdade. uma leitura divertida. mas pouco mais do que isso.

o romance tem como título “o coro dos defuntos” sendo seu autor António Tavares, e partindo territorialmente de uma aldeia perdida algures nas serranias do concelho de Mangualde, assim se conta os quotidianos de mudança de uma ruralidade, em fim de ciclo, que hoje sentimos com aquela melancolia de outros tempos.

as multireferências históricas, culturais, sociais e políticas aliadas a uma “economia” das palavras com pequenos capítulos tornam particularmente “sui generis” a leitura. explicando: um jovem, com menos de 30 anos, mas com uma cultura acima da média teria que googlar pelo menos uma vez em cada página, tantas são as referências cruzadas.

na senda de outros anos o romance vencedor do prémio Leya de 2015 não me deu particular tesão a ler. o livro é escorreito, mas esta coisa dos prémios parece-me sempre estranha. fica sempre a dúvida.

“o coro dos defuntos”, António Tavares, Leya, 2015, 213p.

(nl) o modo de vida Janeiro 3, 2016

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mododevida

uma pequena novela publicada numa (falecida) editora de livros de ciência sociais escrita por uma cientista social.  assim se pode apresentar as 84 páginas deste pequeno, contudo instigante, livro.

uma novela cuja trama se enlaça na história de um casal (hoje pelos 70 anos de idade?) de académicos a partir do inicio dos anos 70 e das suas animadas vidas até algures nos anos 90. uma pequena história que percorre qualquer coisa como 20 no século XX , e onde os anseios (políticos, de carreira, de sexo) de uma classe média letrada da capital são analisados com o fulgor de um “insider”.

chama-se “o modo de vida” sendo a sua autora Maria Carlos Radich (historiadora e professora do ISCTE, especialista em história agrária). a edição é de 1998 e saiu na chancela da Celta Editora.

o modo de vida, Maria Carlos Radich, Celta Editora, 1998, 84p.