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Writing’s On The Wall Fevereiro 29, 2016

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óscar.

o único que me apetece hoje. Sam Smith e a sua bela canção “Writing’s On The Wall”

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agora sim. Fevereiro 29, 2016

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agora sim.

o estado me reconhece em igualdade.

(aqui fica o texto de toda a lei)

 

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Lei n.º 2/2016 de 29 de fevereiro

Elimina as discriminações no acesso à adoção, apadrinhamento civil e demais relações jurídicas familiares, procedendo à segunda alteração à Lei n.º 7/2001, de 11 de maio, à primeira alteração à Lei n.º 9/2010, de 31 de maio, à vigésima terceira alteração ao Código do Registo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 131/95, de 6 de junho, e à primeira alteração ao Decreto -Lei n.º 121/2010, de 27 de outubro.

A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 1.º

Objeto

A presente lei elimina as discriminações no acesso à adoção, apadrinhamento civil e demais relações jurídicas familiares, procedendo à segunda alteração à Lei n.º 7/2001, de 11 de maio, à primeira alteração à Lei n.º 9/2010, de 31 de maio, e à vigésima terceira alteração ao Código do Registo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 131/95, de 6 de junho

 

(aqui fica o texto de toda a lei)

o magnífico arco para iniciar o poema Fevereiro 28, 2016

Posted by paulo jorge vieira in literatura, Uncategorized.
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disp

 

“Quantos metros quadrados de terreno te separam do ódio, ou do elogio? 

No entanto sabes que a lâmpada acesa é o farol para quem se aproxima da casa. 

Depois, o tiro na têmpora. O corpo dobrado, o sangue alimentando o coração surdo da terra.

O magnífico arco para iniciar o poema.”

 

Al Berto, “Dispersos”, Assírio e Alvim, 2007, pp.39

Só se pode ser salvo pelo amor Fevereiro 28, 2016

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Nem Deus Nem Senhor

de José Mário Branco

A luz é tão cega
Que nunca se entrega
Só se dexa ver numa razão de ser
Sem sequer entender
Os olhos que a vão receber
E o rasto que fica
É uma coisa antiga
Que a gente tem para dar
E só pode encontar
Quando volver a procurar

Salvo pelo amor
Só se pode ser salvo pelo amor
O sentido perdido.. ganhador
não tem Deus nem senhor
Esta dor
Anda a solta por aí
Que eu bem a vi
Ai se eu podesse parar
Se eu vos podesse contar
Salvo pelo amor
Não existe derrota para a dor
Com o seu capital triturador
Não tem deus nem senhor
É simplesmente dor
Que o que faz questao de ser
Sem entender
que a vida toda surgiu
Dum sol que nunca se viu
Nem sei se existe
(do album “Resistir é Vencer”)

(pmr26) hoje vou acreditar que ao escrever Fevereiro 28, 2016

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PornografiaComum

 

Não sei se recordo

 

não sei se recordo ou se estou cego

mas juro pelos meus olhos que serei teu

e se a minha vida existir depois prometo ser anjo

até ao céu branco que arde na boca

 

***

Tempo visível

 

dos pés à cabeça

voltar ao corpo

e ao tempo visível e

indesculpável

dos corações imberbes

e fingir

com os cabelos brancos

e os testículos de lapela

 

***

Hoje vou acreditar

 

hoje vou acreditar que ao escrever

o nome de um pássaro branco

o teu silêncio fascinado

se atira ao mar

com estas asas

 

“Pornografia Comum” de Joaquim Cardoso Dias, Gulliver, 2015 pp. 15, 29 e 37

(pmr25) ao espelho Fevereiro 28, 2016

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clara

(…)

Ver-me ao espelho neste momento é ter sido agora.

 

Ter sido em simultâneo com a imagem de eu ser,

ou ser na decalagem do reflexo de ter sido;

 

ver-me e saber que não sou quem eu vejo,

que a imagem de mim é vítrea miragem,

 

que o meu corpo reflectido é estilhaço de cristal

no passado ainda próximo onde o presente é vivido.

 

O reflectido já de si está perdido de antemão –

ou estaria se o nácar não brilhasse toda a tarde

 

na luz madrepérola que cintila no espelho,

iluminando o instante em que já não sou eu.

 

Frederico Lourenço, “Clara suspeita de luz”, Caminho, 2011, pp.26

 

“Going To A Town” Fevereiro 22, 2016

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“Going To A Town”
by Rufus Wainwright

 

I’m going to a town that has already been burnt down
I’m going to a place that has already been disgraced
I’m gonna see some folks who have already been let down
I’m so tired of America

I’m gonna make it up for all of The Sunday Times
I’m gonna make it up for all of the nursery rhymes
They never really seem to want to tell the truth
I’m so tired of you, America

Making my own way home, ain’t gonna be alone
I’ve got a life to lead, America
I’ve got a life to lead

Tell me, do you really think you go to hell for having loved?
Tell me, enough of thinking everything that you’ve done is good
I really need to know, after soaking the body of Jesus Christ in blood
I’m so tired of America

I really need to know
I may just never see you again, or might as well
You took advantage of a world that loved you well
I’m going to a town that has already been burnt down
I’m so tired of you, America

Making my own way home, ain’t gonna be alone
I’ve got a life to lead, America
I’ve got a life to lead
I got a soul to feed
I got a dream to heed
And that’s all I need

Making my own way home, ain’t gonna be alone
I’m going to a town
That has already been burnt down

Ou então a literatura é uma batata Fevereiro 21, 2016

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17285550

“Nós, escritores, trabalhamos com palavras. Não nos é lícito ignorar que podem ser uma arma de força terrível ou terrivelmente frágeis. Podem apoucar as verdades ou revelar-lhes os gumes mais finos e luminosos. O nosso ofício consistem em escolher as palavras, utilizá-las no momento exacto, atenuá-las, engrandecê-las, dominá-las. E o que são as palavras? Língua, linguagem, povo, oralidade, escrita, herança literária. A reestruturação da técnica narrativa ou poética tem que conhecer até ao pormenor a matéria de que serve. Ou então a literatura é uma batata”

Carlos de Oliveira, “O aprendiz de feiticeiro”, pp.66, Livraria Sá da Costa, 4ºedição, 1995   

Para sempre: 100 anos de Vergílio Ferreira Fevereiro 1, 2016

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No dia 28 de janeiro de 1916, há cem anos, nascia Vergílio Ferreira, um dos maiores escritores portugueses do século XX. O que nos deixou?

Fonte: Para sempre: 100 anos de Vergílio Ferreira

toxic Fevereiro 1, 2016

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na nossa vida existem por vezes pessoas, situações, momentos profundamente e intimamente tóxicos. ando em limpeza. para isso preciso de tempo, de alguma assertividade, e de muita paciência.