jump to navigation

Sei de Um Rio Março 31, 2016

Posted by paulo jorge vieira in musica, Uncategorized.
Tags: , ,
add a comment

Sei de Um Rio

Camané

(Pedro Homem De Mello/Alain Oulman)

Sei de um rio
sei de um rio
em que as únicas estrelas
nele sempre debruçadas
são as luzes da cidade

Sei de um rio
sei de um rio
rio onde a própria mentira
tem o sabor da verdade
sei de um rio

Meu amor dá-me os teus lábios
dá-me os lábios desse rio
que nasceu na minha sede
mas o sonho continua

E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
vai repetindo e lembrando
sei de um rio
sei de um rio
E a minha boca até quando
ao separar-se da tua
vai repetindo e lembrando
sei de um rio
sei de um rio

Sei de um rio
até quando

 

“Melhor de Mim” Março 30, 2016

Posted by paulo jorge vieira in musica, Uncategorized.
Tags: ,
1 comment so far

 

 

Melhor de Mim

Mariza

Hoje, a semente que dorme na terra
E se esconde no escuro que encerra
Amanhã nascerá uma flor

Ainda que a esperança da luz
Seja escassa
A chuva que molha e passa
Vai trazer numa gota amor

Também eu estou
À espera da luz
Deixo-me aqui
Onde a sombra seduz

Também eu estou
À espera de mim
Algo me diz
Que a tormenta passará

É preciso perder
Para depois se ganhar
E mesmo sem ver
Acreditar!

É a vida que segue
E não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente
Caminhando sem medo de errar

Creio que a noite
Sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre me iluminar

Quebro as algemas neste meu lamento
Se renasço a cada momento
Meu o destino na vida é maior

Também eu vou
Em busca da luz
Saio daqui
Onde a sombra seduz

Também eu estou
À espera de mim
Algo me diz
Que a tormenta passará

É preciso perder
Para depois se ganhar
E mesmo sem ver
Acreditar!

É a vida que segue
E não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente
Caminhando sem medo de errar

Creio que a noite
Sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre nos iluminar

Sei que o melhor de mim
Está para chegar
Sei que o melhor de mim
Está por chegar
Sei que o melhor de mim
Está para chegar

“The Sound Of Silence” by Disturbed Março 29, 2016

Posted by paulo jorge vieira in musica, Uncategorized.
Tags: ,
1 comment so far

 

“The Sound Of Silence”

Hello darkness, my old friend,
I’ve come to talk with you again,
Because a vision softly creeping,
Left its seeds while I was sleeping,
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence.

In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone,
‘Neath the halo of a street lamp,
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence.

And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more.
People talking without speaking,
People hearing without listening,
People writing songs that voices never share
And no one dared
Disturb the sound of silence.

“Fools,” said I, “You do not know.
Silence like a cancer grows.
Hear my words that I might teach you.
Take my arms that I might reach you.”
But my words like silent raindrops fell
And echoed in the wells of silence.

And the people bowed and prayed
To the neon god they made.
And the sign flashed out its warning
In the words that it was forming.
And the sign said, “The words of the prophets are written on the subway walls
And tenement halls
And whispered in the sounds of silence.”

 

 

The Sound of Silence, de  Simon & Garfunkel na versão do grupo Disturbed

 

(aqui fica uma nota do site The Verge sobre esta belíssima versão)

Simon & Garfunkel’s The Sound of Silence is over half a century old now, and in all that time no one had thought to do a nu-metal cover of it. Probably because that sounds like a really terrible idea. But Disturbed, one of the most prominent (and unintentionally hilarious) alternative metal acts from the early 2000s, has done its own version of the song and, well, it’s surprisingly good. Hearing this song without any preconceptions about its copiously pierced singer may not be easy, but it’s rewarded by a very satisfying little tune. It’s at once faithful to the original and to the band’s innate predilection for exaggeration.

(pmr29) o circuito inevitável das coisas ociosas Março 21, 2016

Posted by paulo jorge vieira in poemas, poesia, Uncategorized.
Tags: , ,
1 comment so far

 

12805949_1540546592941684_8578888832569203248_n

 

Fazemos o circuito

inevitável das coisas ociosas

sem sentido.

 

Corpos a ranger

transparentes e leves

sem memória

e sem apelo.

 

Suburbanos e ausentes

continuam na tarde quente

tão inúteis

como agora.

 

Incompletos mesmo

partituras negras

monótonos, betonizados

e sem perdão possível.

 

(pmr28) estou escondido na cor amarga do fim da tarde Março 21, 2016

Posted by paulo jorge vieira in poemas, poesia, Uncategorized.
Tags: , ,
add a comment
amarga.jpg

estou escondido na cor amarga do
fim da tarde. sou castanho e verde no
campo onde um pássaro
caiu. sinto a terra e orgulho
por ter enlouquecido. produzo o corpo
por dentro e sou igual ao que
vejo. suspiro e levanto vento nas
folhas e frio e eco. peço às nuvens
para crescer. passe o sol por cima
dos meus olhos no momento em que o
outono segue à roda do meu tronco e, assim
que me sinta queimado, leve-me o
sol as cores e reste apenas o odor
intenso e o suave jeito dos ninhos ao
relento



valter hugo mãe
estou escondido na cor amarga do fim da tarde

(pmr 27) desse lado o mar sobe ao coração Março 12, 2016

Posted by paulo jorge vieira in literatura, poesia, Uncategorized.
Tags: , ,
add a comment

peso

QUASE BRANCO

 

Caminha devagar:

desse lado o mar sobe ao coração.

Agora entra na casa,

repara no silêncio, é quase branco.

Há muito tempo que ninguém

se demorou a contemplar

os breves instrumentos do verão.

Pelo pátio rasteja ainda

o sol. Canta na sombra

a cal, a voz acidulada.

 

Eugénio de Andrade in “O Peso da Sombra”, Assírio e Alvim, Lisboa, 2015, pp.59

eugenio

:

o sexo… inútil? Março 9, 2016

Posted by paulo jorge vieira in livros, Uncategorized.
Tags: , ,
add a comment

Convite_O Sexo Inútil

Hoje, pelas 18:30, no São Luiz Teatro Municipal será apresentado o último livro de Ana Zanatti. Tem sido a minha leitura à noite. Uma obra inovadora na forma e que levanta de mansinho questões bem pulgentes e polémicas.

Aqui fica a sua “abertura”

zan.jpg

 

 

(cfp) International Colloquium in Geohumanities: “Closing Circles, Open Horizons” Março 8, 2016

Posted by paulo jorge vieira in academia, geografias, literatura, livros.
Tags: , ,
add a comment

geoh

International Colloquium in Geohumanities

“Closing Circles, Open Horizons”

Barcelona, October 19th-22nd

 

We invite postgraduate researchers, academics, activists, artists, and practitioners from across disciplines to contribute to the International Colloquium in Geohumanities, a three-day conference organized by the Association of Spanish Geographers, and the Catalan Geographic Society. We accept contributions in English and Spanish.

We invite to present papers from any of the wide aspects that could include the geohumanities . As a matter of orientation we suggest here a series of general topics that could include all kind of interpretations and a great diversity of interdisciplinary approaches.
Art and Cartography: Different forms of representation of spaces and places, form the use of the cartography to the visual arts and the their interactions.

Geography, creativity, experimentation and innovation: Creativity and experimentation forms linked to the uses, interpretations and emotions of anything geographic.  Spatial elements of the new forms of information acquisition and the new geographies derived of the Big Data.

History, Memory; Geographical aspects of the interpretation of the past and the construction of collective and individual memories.

Gender, bodies and sexualities: Realities, implications and agencies of the subject in the construction of spaces from the gender and sexuality perspective.

Geography, Media, and Social Networks: New forms of representation, dissemination and communication of geographical knowledge and its space-time relations.

Landscape, architecture: Different ways of reading, and understanding, environments, and geographic and non-geographic spaces. Cultural and phenomenological approaches to the analysis of landscapes.

Nature, Environment and Humanities: Different approaches to analyse the relationship among individuals, societies, and the natural environment.

 

For further information please check de colloquium website or contact geohumanidades@upf.edu

uma memória toda retorcida pela sensibilidade Março 6, 2016

Posted by paulo jorge vieira in literatura, livros, Uncategorized.
Tags: ,
add a comment

IMG A Gata e a Fábula_0007.jpg

Descobrira-se uma memória toda retorcida pela sensibilidade, positiva ou negativa, e ficavam-lhe vivos nos sentidos certos olhares, certos gestos, certas palavras, certos «fazer-de-conta», certos assomos de rebeldia, certas perplexidades de que ele, na devida altura – mísero humano de compreensão lenta e ciência comum -, não adivinhava o alcance e a consequência. Mais tarde, sempre se espantava de ter olhado sem se ver o que já havia indicativo nas reacções previas, e então percebia como o subconsciente agira indeliberado e se revelava sábio e quase divino no seu poder de adivinhação.

“A gata e a fábula”, Fernanda Botelho, Contexto, 1987, 5ºedição, pp.155-156

Embarca em mim Março 3, 2016

Posted by paulo jorge vieira in musica, Uncategorized.
Tags: , ,
1 comment so far

 

TENS OS OLHOS DE DEUS – Ana Moura
(Letra e Música de Pedro Abrunhosa)

 

Tens os olhos de Deus

E os teus lábios nos meus

São duas pétalas vivas.

E os abraços que dás,

São rasgos de luz e de paz

Num céu de asas feridas,

E eu preciso de mais,

Preciso de mais.

 

Dos teus olhos de Deus,

Num perpétuo adeus

Azuis de sol e de lágrimas,

Dizes: ‘Fica comigo

És o meu porto de abrigo,

E a despedida uma lâmina!’.

Já não preciso de mais,

Não preciso de mais.

 

Embarca em mim,

Que o tempo é curto

Lá vem a noite

Faz-te mais perto.

Amarra assim

O vento ao corpo,

Embarca em mim

Que o tempo é curto.

Embarca em mim.

 

Tens os olhos de Deus,

E cada qual com os seus

Vê a lonjura que quer,

E quando me tocas por dentro

De ti recolho o alento

Que cada beijo trouxer.

E eu preciso de mais,

Preciso de mais.

 

Nos teus olhos de Deus

Habitam astros e céus,

Foguetes rosa e carmim,

Rodas na festa da aldeia

Palpitam sinos na veia

Cantam ao longe que ‘sim!’.

Não preciso de mais,

Não preciso de mais.

 

Embarca em mim,

Que o tempo é curto

Lá vem a noite

Faz-te mais perto.

Amarra assim

O vento ao corpo,

Embarca em mim

Que o tempo é curto.

Embarca em mim.