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hei-de cantar-vos a beleza um dia Maio 1, 2016

Posted by paulo jorge vieira in literatura, poesia, Uncategorized.
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rain

 

Acusam-me de mágoa e desalento,

como se toda a pena dos meus versos

não fosse carne vossa, homens dispersos,

e a minha dor a tua, pensamento.

 

Hei-de cantar-vos a beleza um dia,

quando a luz que não nego abrir o escuro

da noite que nos cerca como um muro,

e chegares a teus reinos, alegria.

 

Entretanto, deixai que me não cale:

até que o muro fenda, a treva estale,

seja a tristeza o vinho da vingança.

 

A minha voz de morte é a voz da luta:

se quem confia a própria dor perscruta,

maior glória tem em ter esperança.

 

Carlos de Oliveira

Soneto – “Mãe Pobre”  in Trabalho Poético, Livraria Sá da Costa Editora, 1998, pp. 46.

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