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um dia explodo em verbo Maio 15, 2017

Posted by paulo jorge vieira in poemas.
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Aquele poema que quis escrever não sai da minha cabeça.

Ficou preso. Incapaz de se tornar verbo. Preso na minha incapacidade de perder o medo. E de ter a coragem de vomitar a alma.

Mas… esse medo é demasiado presente. Demasiado aqui. Demasiado paralisante. Demasiado…

Um dia, quem sabe! Um dia, a voz grita. Um dia explodo em verbo. E assim me faço algo melhor.

Um dia…

regressarei com o lume do rio a guiar-me Maio 15, 2017

Posted by paulo jorge vieira in Uncategorized, poemas, poesia.
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prometo-te que uma noite voltarei, sem bússola, regressarei com o lume do rio a guiar-me, e que os olhos pousarão nos teus olhos este frémito de água. acredito nas ruas que existem por detrás dos óculos dos marinheiros, onde descansa um barco e tu foges, não acredito em ti. um fio de água enforca-nos. foi então que resolveste prosseguir viagem sozinho, com a tua adolescência um pouco ferida. eu acreditei no fogo e no silêncio que, de manhã lavam os corpos, tornando-os de novo navegáveis. esperei, ainda te espero. ando por aí a mariscar com os nativos, escondendo do mundo a tristeza que me devora o corpo.

Al Berto, Excerto de «Roulottes da Noite de Lisboa»