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Comme un homme que je ne suis pas. Tu vois, je t’aime comme ça. Dezembro 19, 2017

Posted by paulo jorge vieira in musica, Uncategorized.
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D’accord, il existait
D’autres façons de se quitter
Quelques éclats de verre
Auraient peut-être pu nous aider
Dans ce silence amer
J’ai décidé de pardonner
Les erreurs qu’on peut faire
A trop s’aimer
D’accord, la petite fille
En moi souvent te réclamait
Presque comme une mère
Tu me bordais, me protégeais
Je t’ai volé ce sang
Qu’on aurait pas dû partager
A bout de mots, de rêves
Je vais crier
Je t’aime, je t’aime
Comme un fou, comme un soldat
Comme une star de cinéma
Je t’aime, je t’aime
Comme un loup, comme un roi
Comme un homme que je ne suis pas
Tu vois, je t’aime comme ça
D’accord je t’ai confié
Tous mes sourires, tous mes secrets
Même ceux dont seul un frère
Est le gardien inavoué
Dans cette maison de pierre
Satan nous regardait danser
J’ai tant voulu la guerre
De corps qui se faisaient la paix
Je t’aime, je t’aime
Comme un fou, comme un soldat
Comme une star de cinéma
Je t’aime, je t’aime
Comme un loup, comme un roi
Comme un homme que je ne suis pas
Tu vois, je t’aime comme ça
Je t’aime, je t’aime
Comme un fou, comme un soldat
Comme une star de cinéma
Je t’aime, je t’aime, je t’aime, je t’aime, je t’aime, je t’aime
Comme un loup, comme un roi
Comme un homme que je ne suis pas
Tu vois, je t’aime comme ça
Tu vois, je t’aime comme ça
Compositores: Lara Fabian / Rick Allison

 

 

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a folha branca Dezembro 14, 2017

Posted by paulo jorge vieira in diário.
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o simples acto de olhar para a folha branca vazia e sentir a vontade de escrever provoca em mim um misto de ansiedade, insegurança e fulminante desejo. a folha vazia tem sido a minha pior inimiga e a mais fulgurante fonte de desejo da minha vida. essa folha vazia que ontem enfrentei sem medo. a folha vazia do desejo. a folha vazia do esforço e do empenho.

“Mancebos de longas tranças enforcados em gravatas vão depauperando as danças com os pés aristocratas” Dezembro 7, 2017

Posted by paulo jorge vieira in literatura, poesia, Uncategorized.
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ary

Se o “poeta maldito” da Lisboa dos anos 60/70 fosse vivo completaria hoje 80 anos. Que enorme prazer é ler (e ouvir) Ary dos Santos. Hoje como sempre!

 

LISBON BY NIGHT

Sexofone——–saxofome
aqui jazz a humanidade
sepulcro de pedra-pomes
duma pseudo euro-cidade.

Antro de feras criadas
entre manteiga e obuses
cansadíssima corrida
de modernas avestruzes.

Na cave do cio soa
um rumor acutilante
faca—-pássaro—-que voa
em seu espaço percutante.

Sexofone——–saxofome
agulha de tédio e ritmo
ninguém ouve—-ninguém come
a noite não tem princípio.

Mancebos de longas tranças
enforcados em gravatas
vão depauperando as danças
com os pés aristocratas.

Megalómanos artistas
ademaneiam poemas
enquanto velhas coristas
coçam glórias e eczemas.

Um canceroso rebenta
seu tumor de nicotina.
Uma puta seca tenta
suicidar a vagina.

Sexofone——–saxofome
o banqueiro está de esperanças
foram-lhe ao rabo do nome
mais de um milhão de crianças.

Seus olhos de rã repleta
batraqueiam um efebo
sua pupila secreta
rumina bolas de sebo.

Entanto a noite esfaqueia
o ventre das virtuosas
senhoras com pé de meia
que bebem água de rosas.

Das tripas lhe faz um nó
dos ovários um apito.
Estou tão só que me faz dó
solfeja seu pito aflito.

Sexofone——–saxofome
um continente castrado
vai desesperando de um lume
nunca mais incendiado.

Fenícios celtas e godos
odeiam seus próprios corpos.
Agora vingam-se todos
do peso de estarem mortos.

Mortos da morte mais lenta
que é possível conceber-se
dilacerada placenta
de estando morto——nascer-se.

 

“uma sombra negra cai, em redor do homem no cais” Dezembro 5, 2017

Posted by paulo jorge vieira in musica, Uncategorized.
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variações

 

Lembrar sempre Variações, António Variações. Hoje, porque não, com uma música que não sua. A minha escolha pessoal, entre muitas outras homenagens, fica para “A Sombra” dos Madredeus. Este tema, surgido em memória de António Variações, tem letra e música de Pedro Ayres Magalhães.

Anda pela noite só
um capote errante, ai ai
e uma sombra negra cai, em redor
do homem no cais
das ruas antigas vem
um cantar distante ai’ai
e ninguém das casas sai, por temor
de uns passos no cais
Se eu cair ao mar, quem me salvará
lalalala…
que eu não tenho amigos, quem é que será,
lalalala…
ai a solidão, que não andas só,
lalalala…
anda lá à vontade, mas de mim tem dó…
cantar, sempre cantou
jamais esteve ausente, ai ai
e uma vela branca vai, por amor
largar pela noite