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o sexo… inútil? Março 9, 2016

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Convite_O Sexo Inútil

Hoje, pelas 18:30, no São Luiz Teatro Municipal será apresentado o último livro de Ana Zanatti. Tem sido a minha leitura à noite. Uma obra inovadora na forma e que levanta de mansinho questões bem pulgentes e polémicas.

Aqui fica a sua “abertura”

zan.jpg

 

 

(cfp) International Colloquium in Geohumanities: “Closing Circles, Open Horizons” Março 8, 2016

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geoh

International Colloquium in Geohumanities

“Closing Circles, Open Horizons”

Barcelona, October 19th-22nd

 

We invite postgraduate researchers, academics, activists, artists, and practitioners from across disciplines to contribute to the International Colloquium in Geohumanities, a three-day conference organized by the Association of Spanish Geographers, and the Catalan Geographic Society. We accept contributions in English and Spanish.

We invite to present papers from any of the wide aspects that could include the geohumanities . As a matter of orientation we suggest here a series of general topics that could include all kind of interpretations and a great diversity of interdisciplinary approaches.
Art and Cartography: Different forms of representation of spaces and places, form the use of the cartography to the visual arts and the their interactions.

Geography, creativity, experimentation and innovation: Creativity and experimentation forms linked to the uses, interpretations and emotions of anything geographic.  Spatial elements of the new forms of information acquisition and the new geographies derived of the Big Data.

History, Memory; Geographical aspects of the interpretation of the past and the construction of collective and individual memories.

Gender, bodies and sexualities: Realities, implications and agencies of the subject in the construction of spaces from the gender and sexuality perspective.

Geography, Media, and Social Networks: New forms of representation, dissemination and communication of geographical knowledge and its space-time relations.

Landscape, architecture: Different ways of reading, and understanding, environments, and geographic and non-geographic spaces. Cultural and phenomenological approaches to the analysis of landscapes.

Nature, Environment and Humanities: Different approaches to analyse the relationship among individuals, societies, and the natural environment.

 

For further information please check de colloquium website or contact geohumanidades@upf.edu

uma memória toda retorcida pela sensibilidade Março 6, 2016

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IMG A Gata e a Fábula_0007.jpg

Descobrira-se uma memória toda retorcida pela sensibilidade, positiva ou negativa, e ficavam-lhe vivos nos sentidos certos olhares, certos gestos, certas palavras, certos «fazer-de-conta», certos assomos de rebeldia, certas perplexidades de que ele, na devida altura – mísero humano de compreensão lenta e ciência comum -, não adivinhava o alcance e a consequência. Mais tarde, sempre se espantava de ter olhado sem se ver o que já havia indicativo nas reacções previas, e então percebia como o subconsciente agira indeliberado e se revelava sábio e quase divino no seu poder de adivinhação.

“A gata e a fábula”, Fernanda Botelho, Contexto, 1987, 5ºedição, pp.155-156

escuro, ou um céu tão côr de sangue Janeiro 18, 2016

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escuro

o livro de poesia que leio.o livro que ontem me acompanhou na tentativa de dormir.a poesia de Ana Luísa Amaral. e o seu fulgor em torno dos tempos que vivemos, e dos quotidianos vazios desta temporalidade cheia de luz, mas onde o escuro nos abre mais a visão do “real”.

DAS MAIS PURAS MEMÓRIAS: OU DE LUMES

Ontem à noite e antes de dormir,
a mais pura alegria

de um céu

no meio do sono a escorregar, solene
a emoção     e a mais pura alegria
de um dia entre criança e quase grande  

e era na aldeia, acordar às seis e meia da manhã, 
os olhos nas portadas de madeira, o som
que elas faziam ao abrir, as portadas
num quarto que não era o meu, o cheiro
ausente em nome

mas era um cheiro
entre o mais fresco e a luz
a começar     era o calor do verão,
a mais pura alegria

um céu tão côr de sangue
que ainda hoje, ainda ontem antes de dormir,
as lágrimas me chegam como então, e de repente,
o sol como um incêndio largo
e o cheiro     as cores

Mas era estar ali, de pé, e jovem
e a morte era tão longe,
e não havia mortos nem o seu desfile,
só os vivos, os risos, o cheiro
a luz

era a vida, e o poder de escolher, 
ou assim o parecia:

a cama e as cascatas frescas dos lençóis
macios como estrangeiros chegando a país novo,
ouas portadas    abertas de madeira
e o incêndio     do céu

Foi isto ontem à noite,
este esplendôr no escuro e antes de dormir.

 

ala

“Escuro” de Ana Luísa Amaral, Assírio e Alvim, 2014

À Sombra da Casa Azul Março 11, 2015

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A INDEX ebooks acaba de editar mais uma obra desta feita um texto autobiográfico. Uma leitura que nos enriquecerá.

À SOMBRA DA CASA AZUL

Breve Itinerário de Vida

 index

Paulo Azevedo Chaves, um dos co-autores, tradutor e organizador da coletânea de sucesso Poemas Homoeróticos Escolhidos (INDEX, 2014), que já conta com mais de 1.500 downloads por todo o mundo, publica hoje o seu livro de memórias, em mais uma edição que muito orgulha a INDEX ebooks. Em À Sombra da Casa Azul, Breve Itinerário de Vida, desfila perante nós a vida fabulosa de um dandy brasileiro dos anos dourados de meados do século XX. Paulo Azevedo Chaves nasceu em berço de ouro, na Casa Azul, no Recife, e correu mundo – Suíça, Londres, Nova Iorque, Paris, Rio de Janeiro – frequentou salões, concertos e festas; playboy, amou homens e cortejou mulheres, mas foi à Casa Azul que regressou quando a situação financeira da sua família se degradou, e foi a partir da Casa Azul que dinamizou o meio artístico e cultural pernambucano, e onde se apaixonou, tragicamente, por Rodrigo.