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‘Me quedo contigo’ Fevereiro 10, 2019

Posted by paulo jorge vieira in Uncategorized.
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Um momento lindo. Vozes, música, querer, desejo, acreditar, escolha. Lindo. Intenso.

Si me das a elegir
Entre tú y la riqueza
Con esa grandeza
Que lleva consigo, ay amor
Me quedo contigo

Si me das a elegir
Entre tú y la gloria
Pa que hable la historia de mi
Por los siglos, ay amor
Me quedo contigo

Pues me enamorado
Y te quiero y te quiero
Y sólo deseo
Estar a tu lado
Soñar con tus ojos
Besarte los labios
Sentirme en tus brazos
Que soy muy feliz.

Si me das a elegir
Entre tú y ese cielo
Donde libre es el vuelo
Para ir a otros nidos, ay amor
Me quedo contigo

Si me das a elegir
Entre tú y mis ideas
Que yo sin ellas
Soy un hombre perdido, ay amor
Me quedo contigo

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Mia Couto: “há quem tenha medo que o medo acabe” Janeiro 22, 2019

Posted by paulo jorge vieira in Uncategorized.
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Um texto de 2011, apresentado no Estoril. Um texto de Mia Couto. Um texto a pensar a sentir o medo. Esse medo que tanto estamos a deixar contaminar os nossos quotidianos.

Murar o Medo

O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demônios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem. Os anjos atuavam como uma espécie de agentes de segurança privada das almas.

Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada, não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambiente que reconhecemos.

Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura e do meu território. O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte, vislumbravam-se mais muros do que estradas.

Nessa altura algo me sugeria o seguinte: que há, neste mundo, mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.

No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional. Os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo.

Os chineses abriram restaurantes à nossa porta, os ditos terroristas são hoje governantes respeitáveis e Carl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência. O preço dessa construção de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo, cometeram-se as mais indizíveis barbaridades.

Em nome da segurança mundial, foram colocados e conservados no poder alguns dos ditadores mais sanguinários de toda a história. A mais grave dessa longa herança de intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos.

A Guerra Fria esfriou, mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo: a Oriente e a Ocidente e, por que se trata de entidades demoníacas, não bastam os seculares meios de governação. Precisamos de intervenção com legitimidade divina.

O que era ideologia passou a ser crença. O que era política, tornou-se religião. O que era religião, passou a ser estratégia de poder.

Para fabricar armas, é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos, é imperioso sustentar fantasmas.

A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas, precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. Para enfrentarmos as ameaças globais, precisamos de mais exércitos, mais serviços secretos e a suspensão temporária da nossa cidadania.

Todos sabemos que o caminho verdadeiro tem que ser outro. Todos sabemos que esse outro caminho poderia começar, por exemplo, pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e de outro lado, aprendemos a chamar de “eles”. Aos adversários políticos e militares juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade, imprevisível.

Vivemos como cidadãos, e como espécie, em permanente situação de emergência. Como em qualquer outro estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade deve ser suspensa. Todas essas restrições servem para que não sejam feitas perguntas, como por exemplo, estas: por que motivo a crise financeira não atingiu a indústria do armamento? Por que motivo se gastou, apenas no ano passado, um trilhão e meio de dólares em armamento militar? Por que razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadafi? Por que motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça? Se queremos resolver e não apenas discutir a segurança mundial, teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes.

Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que seja preciso o pretexto da guerra.

Essa arma chama-se fome.

Em pleno século XXI, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fração muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo.

Mencionarei ainda uma outra silenciada violência: em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi — ou será — vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida. É verdade que, sobre uma grande parte do nosso planeta, pesa uma condenação antecipada pelo fato simples de serem mulheres.

A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome e, como militares sem farda, deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e discutir razões. As questões de ética são esquecidas, porque está provada a barbaridade dos outros e, porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência, nem de ética nem de legalidade.

É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. A Grande Muralha foi erguida para proteger a China das guerras e das invasões. A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente morreram mais chineses construindo a muralha do que vítimas das invasões que realmente aconteceram. Diz-se que alguns trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção.

Esses corpos convertidos em muro e pedra são uma metáfora do quanto o medo nos pode aprisionar.

Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos, mas não há hoje, no mundo um muro, que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente. Citarei Eduardo Galiano acerca disto, que é o medo global, e dizer:

“Os que trabalham têm medo de perder o trabalho; os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho; quando não têm medo da fome têm medo da comida; os civis têm medo dos militares; os militares têm medo da falta de armas e as armas têm medo da falta de guerras.

E, se calhar, acrescento agora eu: há quem tenha medo que o medo acabe.

Muito obrigado.

(cfp) War on women? Feminist geographies of trouble/hope in the authoritarian turn Janeiro 14, 2019

Posted by paulo jorge vieira in academia, Feminismos, geografias, teoria e epistemologia da geografia.
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War on women? Feminist geographies of trouble/hope in the authoritarian turn

Sponsored by the Gender and Feminist Geographies Research Group

CALL FOR PAPERS RGS-IBG ANNUAL CONFERENCE 2019
28th August – 30th August 2019, London

The rise of illiberal democracy and nativist populism has provoked suggestions both within the academic literature and popular discourse that we are now witnessing a ‘global authoritarian turn’ (Handel and Dayan 2017). Yet beneath the explicit nationalism of authoritarian political discourse, a subtler but no less important battle is raging along the axis of gender. From growing anti-abortion rhetoric in the US to Duterte’s suggestions of impunity for military rape in the Philippines, women’s bodies have become the biopolitical locus of a movement that is ‘waging war on women’ (The Atlantic 2018). 

Authoritarian environments are, therefore, increasingly spaces of trouble for women who embody the spectre of illiberalism as their rights and freedoms are stripped away by male-dominated authoritarian regimes (Spierings and Zaslove 2015). This occurs, among other means, through the symbiotic attrition of neo-conservative equality outrage and neoliberal welfare outage. Whilst this suggests the renewed importance of a gendered lens for understanding unfolding intersectional oppressions within the ascendancy of illiberalism, the authoritarian turn has instead brought an existential challenge to feminist scholarship itself. Here, for example, in Hungary, Victor Orbán’s government has banned the teaching of gender studies in public universities. Yet women are not merely passive objects of authoritarian statecraft but inhabit, instead, contradictory roles among its architects and prime antagonists. In terms of the latter, women’s mobilisations – from the Women’s March in the US to Poland’s Black Protest – offer ‘spaces of hope’ (Harvey 2002) amidst the crisis: sites from which alternative politics are devised and pursued.

In this session, we invite critical geographical interventions on the gendered embodiment of the authoritarian turn, inviting in particular feminist reflections that unpack the contradictory and multiple gendered dimensions of the ascendance of illiberalism. Theoretical and empirical debates on all themes are welcomed, as well as papers dealing with the challenges of practising feminist scholarship in illiberal contexts – whether in the field or the academy.

Please contact the session convenor, Sabina Lawreniuk (sabina.lawreniuk@rhul.ac.uk), with any questions if you are interested in presenting or send an abstract of ~250 words by 12th February 2019.

o medo como afeto político Janeiro 11, 2019

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O medo como afeto político, por exemplo, tende a construir a imagem da sociedade como corpo tendencialmente paranóico, preso à lógica securitária do que deve se imunizar contra toda violência que coloca em risco o princípio unitário da vida social. Imunidade que precisa da perpetuação funcional de um estado potencial de insegurança absoluta vinda não apenas do risco exterior, mas da violência imanente da relação entre indivíduos. Imagina-se, por outro lado, que a esperança seria o afeto capaz de se contrapor a esse corpo paranoico. No entanto, talvez não exista nada menos certo do que isso. Em primeiro lugar, porque não há poder que se fundamente exclusivamente no medo. Há sempre uma positividade a dar às estruturas de poder sua força de duração. Poder é, sempre e também, uma questão de promessas de êxtase e de superação de limites. Ele não é só culpa e coerção, mas também esperança de gozo. Nada nem ninguém consegue impor seu domínio sem entreabrir as portas para alguma forma de êxtase e gozo. Por isso, como sabemos desde Spinoza, “metis” e “sper” se complementam, há uma relação pendular entre os dois: “não há esperança sem medo, nem medo sem esperança”.Daí por que “viver sem esperança”, disse uma vez Lacan, “é também viver sem medo”.

Vladimir Safatle, “Circuitos dos Afetos – Corpos políticos, Desamparo, Fim do Indivíduo”, São Paulo: Cosac Naify, 2015

(pmr33) a solidão dos homens cansados Janeiro 9, 2019

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The Tired Man (c.1956) Robert Dickerson

A

cada dia que passa me sinto mais fatigado. Um

homem procura ternura

no seu regresso a casa (um

homem não vê o instante em que despe

o ultraje) quando

sai de pés descalços pelo soalho da tarde em

busca de um

copo de olvido. Um homem conhece a casa

pelo gato à janela –

duas pupilas acesas sentam-se

à mesma mesa

sentam-se à mesa da alma. E a casa recebe o homem

com uma noite sempre nova

(um homem entrega tudo a quem o

salve do exílio)

quem lhe aplaque a solidão que existe nos

homens cansados.

“Nómada” de João Luís Barreto Guimarães, Quetzal, Lisboa, 2018, pp. 65

(cfp) Heteroactivism, Homonationalism and National Projects Janeiro 8, 2019

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Heteroactivism, Homonationalism and National Projects

Call for Papers for session at the Royal Geographical Society with Institute of British Geographers (RGS-IBG) Conference, London 28-30 August 2019

Stefanie C. Boulila (University of Göttingen), Kath Browne (Maynooth University) and Catherine Jean Nash (Brock University),

Call for Papers for a session at the Annual International Conference of the Royal Geographical Society with Institute of British Geographers (RGS-IBG), London 28-30 August 2019. Sponsored by the Space, Sexualities and Queer Research Group.

It has long been argued that the national project is inherently heteronormative – creating and celebrating specific family forms, as well as reiterating nationalistic visions through gendered and sexualised normativities (e.g. Binnie and Bell, 2000; Sharp, 1996; Yuval-Davis 1997). More recently, investigations of homonationalism have explored the cooption and use of (white) lesbian and gay ‘acceptances’ often in the form of civil unions to reproduce the national project, affirm racial hierarchies and engage in postcolonial military conflict (e.g. Puar, 2007; El-Tayeb 2011, Haritaworn 2012). At the same time there have been new forms of resistances to sexual and gender equalities, including anti-gender campaigns. As an analytical category, heteroactivism opens up a space to examine these phenomena relationally as well as in their heterogeneity (Browne and Nash, 2017).

The securitization of borders, the rise of populism and the far right in allegedly post-racial times require sexual and gendered analyses that engage with the multiplicities of support and oppositions to rights, equalities and intersectional justice. This session seeks explore the multifarious intersections of heteroactivism and nationalist projects. Topics might include, but are not limited to:

  • Race, religion and oppositions to/acceptances of sexual and gender liberations
  • Modernity, Europeaness And LGBT/Women’s rights
  • University Cultural wars and governmental interventions 
  • Sexualities of the far right/populisms
  • Gender Norms and nationalisms
  • Opposing the Oppositions/acceptances Confrontation, debate and protest, the promise of oppositional politics
  • Heteroactivism and homonationalist affirmations

If you are interested in submitting a paper, please send your expression of interest including title, abstract of up to 250 words, and your name and institutional affiliation to the session to kath.browne@mu.ie, sboulil@uni-goettingen.de, and cnash@brocku.ca by 31st January 2019.

(cfp) Lesbian Lives Conference 2019 Janeiro 7, 2019

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Lesbian Lives Conference 2019

The Politics of (In) Visibility

Call for Proposals

University of Brighton, UK, 15-16 March 2019

EXTENDED DEADLINE: 18th January 2019

Following a great response to this years CFP we are extending the deadline to give more people the opportunity to be part of this brilliant event. The theme for the 2019 Lesbian Lives Conference is The Politics of (In) Visibility. The 24th edition of this conference is hosted by the University of Brighton Centre for Transforming Sexuality and Gender in conjunction with feminist scholars from University College Dublin and Maynooth University. The organisers of this two-day international and interdisciplinary conference now welcome proposals from academics, scholars, students, activists, documentary and film-makers, writers and artists.

The Lesbian Lives Conference is not just the world’s most longstanding academic conference in Lesbian Studies, it is a large international event that draws speakers and participants from all continents and hosts the best-known as well as emerging scholars in the field. In the past we have hosted Emma Donoghue, Jackie Kay, Joan Nestle, Sarah Schulman, Cherry Smyth, Del La Grace Volcano, Sarah Waters, Campbell X and academics such as Sara Ahmed, Terry Castle, Laura Doan, Lisa Downing, Lillian Faderman, Sarah Franklin, Claire Hemmings, Alison Hennegan, Sally R. Munt, Helena Whitbread, Bonnie Zimmerman among many others.

Moving beyond the notion of the politics of visibility as meaning only the politics of being ‘out’ or being about erasure from cultural representation, the conference seeks to further probe what the politics of (in)visibility means to the LGBTQ community and individuals today.  With celebrity culture and new media is visibility still a burning issue? Although visibility has increased, there are still media representations drawing predominantly on limiting stereotypes; lesbians, bisexual women and trans folks continue to be marginalised; yet visual activism and expression; from painting, photography, and documentary making to romcoms, comics, YouTube serials, and slasher fiction are at the heart of LBTQ culture.

The conference also would like to invite delegates to think about the politics of (In) visibility beyond visual culture and media representations, to include broader notions of public life and spaces. Gay culture may be increasingly visible in some metropolitan areas but lesbian spaces and places continue to be invisible. Similarly, Pride may be considered a moment of public visibility for the whole of the LGBTQ spectrum, but also in this case visibility is shaped by commercial interests and this again marginalises LBT and other non normative perspectives and experiences. Beyond these particular examples it is also important to consider intersectionality in relation to societal aspects of power that  potentially render identities  either or both in- and hyper visible.

Proposals are welcomed on (though are by no means limited to) the following:

·      The relation of queer to lesbian visibility 

·      Visual activism

·      Revisiting debates about LGBTQ visibility and its discontent

·      (In)visibility and intersectionality

·      (Bi) invisibility in LGBT communities 

·      Visibility in mainstream media 

·      Fake news and tablodisation of sexual identities 

·      Social media and visibility 

·      Lesbian YouTube culture

·      Sexuality and Instagram

·      Dating apps

·      Film and screen studies 

·      Comics

·      Photography 

·      LGBTQ domestic photography and home movies

·      Lesbians in the archives 

·      The visual imprint of subcultures

·      The lesbian lens 

·      The lesbian gaze

·      LBTQ looks 

·      Youth and (in)visibility

·      Visibility and social class / disability/ race/gender

·      Visibility and invisibility of LGBT in museums 

The conference organisers welcome proposals for (A) individual papers, (B) sessions, (C) round table discussions, (D) workshops and (E) visual presentations.  We encourage submissions across all genres, both fact and fiction which align to the conference theme, and which have been produced between 2015-2018.

Lesbian Lives aims to build bridges across disciplines and explore less traditional forms of critical engagement with the politics of (in)visibility. In 2019, this underlying ethos of inclusiveness and dialogue will materialize in a fundraiser exhibition. Under the remit of “The Lesbian Lens”, we invite artists to digitally submit visual work: drawing, painting, photography and video. The exhibition opening will take place on the 15th of March and it will close a week after.

For papers, panels or workshops, please submit proposals of no more than 300 words to: sexgencentre@brighton.ac.uk clearly the information required as per the guidelines below, by the 18 January 2019. For submissions to the exhibition, please send your work to: J.Keane@brighton.ac.uk

If your proposal is selected you may be directed to a formal submission through our contributions and registrations site. For all further details please see https://www.facebook.com/Lesbian-Lives-Conference-2019-316502112413277/

The Lesbian Lives Conference is open to all genders and any political and sexual orientations. There is an ethos of welcome and accessibility. 

We particularly want to extend a welcome to bi and trans communities.

We look forward to welcoming you to the conference and to hearing the exciting papers, participating in the enlivening workshops, watching the phenomenal films and engaging in a process of learning and growth.

For regular conference updates follow us on twitter: @CTSG_Brighton

Best wishes, 

The Lesbian Lives Conference committee 

“Auge de un género: los diarios, literatura del yo”, por Juan Bonilla Dezembro 17, 2018

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Tam-Tam Press

Portada del último número de la revista "La Galerna". Portada del último número de la revista “La Galerna”.

El escritor Juan Bonilla repasa en este artículo la actualidad del genero diarístico en un momento de auge de la ‘literatura autobiográfica’. El artículo apareció publicado originalmente en el último número de la revista “La Galerna” —en su monográfico ‘Diarismos’, dedicado a los diarios de los escritores— que edita en León Manual de Ultramarinos.

Por JUAN BONILLA
Desde astorgaredaccion.com

Fuera de toda discusión que el diario, como género literario, vive desde hace unos años un evidente auge entre nosotros. Las razones son muchas: desde cierto cansancio de la ficción a la tendencia de nuestros tiempos a sobrevalorar el ‘yo’ sin temor a incurrir en el narcisismo, de donde los instrumentos de la vida cotidiana lleven implícitos los vocativos en sus nombres: iPad, iPhone (que adelgazaron las siglas de Internet para confundirla con el ‘yo’). No solo es cosa de nuestra lengua y no solo es…

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Forever For Now Dezembro 6, 2018

Posted by paulo jorge vieira in musica, Uncategorized.
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“Forever For Now” é uma das músicas da cantora e autora LP, que descobri recentemente e que tem sido a minha companhia musical mais habitual. A minha relação com esta música, entre outras, é proxima do delírio. Já ri, já dancei, já chorei. E não consigo parar de ouvir.

Hush, hush
Don’t say a word
The faint cries can hardly be heard
A storm lies beyond the horizon, barely
Don’t stop
Sweep through the days
Like children that can’t stay awake
Stay here untainted and say…

Stay while the melody’s sung
Break like a wave on the run
I do be sure I can’t say anymore
I just know that it won’t last forever

Rush, rush
Take me away
Like hourglass sand that never escapes
Stars are born and then die, but carefree
A small clock that ticks without time
And watched by an ocean of eyes
Ending, ascending and then…

Stay while the melody’s sung
Break like a wave on the run
I do be sure I can’t say anymore
I just know that it won’t last forever
I just know that it won’t last forever

 

(np) inscrito Novembro 22, 2018

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inscrito na alma

suspenso no corpo

incerto no desejo

inscrevo a certeza

do tempo que vivo

no espaço que sonho

 

Jorge Christina Alves