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(np) excesso comunicacional Outubro 18, 2018

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(notas sobre um hiper dia de visibilidade virtual e comunicacional)

Algures num dos seus livros Byung-Chul Han escreve sobre jardins e a paixão da terra e das plantas.

“Eu sou diferente; estou cercado de aparelhos analógicos: tive dois pianos de 400 quilos e por três anos cultivei um jardim secreto que me deu contato com a realidade: cores, aromas, sensações… Permitiu-me perceber a alteridade da terra: a terra tinha peso, fazia tudo com as mãos; o digital não pesa, não tem cheiro, não opõe resistência, você passa um dedo e pronto…”

Tenho que descobrir em que livro de Han anda esta ideia centrada na necessidade premente de uma ligação à terra, à vida. Pessoalmente ando mesmo com esse desejo. Um desejo intimo de partilha com a terra, de fechamento à virtualidade em que aparentemente nadamos, mas onde na realidade nos afogamos um pouco todos os dias.

Cansado. Aborrecido. Desgastado com o excesso de expressão e exposição mediática/comunicacional sinto cada vez mais essa necessidade de fechamento, de criar ausência na esfera virtual e reganhar presença num mundo real, palpável e materializado como o do jardim secreto do filósofo… ou – no meu simples mundo –  a  coleção de carnudas.

Provavelmente bem mais interessante do que milhares de clicks é a minha capacidade premente e urgente de usufruir das páginas de um livro, do ato de escrever umas notas no meu caderno, da corrida por uma avenida na cidade, ou de cuidar das minhas plantas.

Estes dias mais do que duros, têm sido clarividentes sobre o que não quero, o que não desejo para mim. E isso significa, antes de tudo, um (re)olhar do modo como estou na esfera pública!



(np) caminho Outubro 2, 2018

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O caminho. O desejo do caminho que pretendo trilhar. Um desejo toldado pela incapacidade crónica do (in)sucesso. O desejo das coisas pequenas expressas em palavras e em textos nascidos em lágrimas vertidas. Um caminho de dificuldades e de textos perdidos nos documentos abertos no computador. Um caminho que não consigo trilhar na tristeza sem fim que me inunda em momentos tão intensos. Esta incapacidade é antes de mais um frêmito de fascínio e insegurança para com a palavra, um t(r)emor que vou enfrentando dia a dia. Um caminho que, ainda assim, não deixo de fazer. E que quero continuar a percorrer. O caminho… o caminho da palavra.


Trauma Geographies: Broken Bodies and Lethal Landscapes Setembro 20, 2018

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The 2018 Antipode RGS-IBG Lecture – “Trauma Geographies: Broken Bodies and Lethal Landscapes” by Derek Gregory

The 2018 Antipode Royal Geographical Society (with the Institute of British Geographers) Lecture

Trauma Geographies: Broken Bodies and Lethal Landscapes

Derek Gregory
Peter Wall Institute for Advanced Studies and Department of Geography
University of British Columbia
Vancouver, BC, Canada

We’d be delighted if you could join us at the RGS-IBG annual international conference on Wednesday 29 August at Cardiff University for Derek Gregory’s Antipode Lecture, “Trauma Geographies: Broken Bodies and Lethal Landscapes”. The lecture starts at 16:50 (Shared Lecture Theatre, Sir Martin Evans Building), and will be followed by a reception sponsored by Wiley.

Elaine Scarry reminds us that even though “the main purpose and outcome of war is injuring” this “massive fact” can nevertheless “disappear from view along many separate paths”. This presentation traces some of those paths, exploring the treatment and evacuation of the injured and sick in three war zones: the Western Front in the First World War; Afghanistan 2001-2018; and Syria 2012-2018. The movement of casualties from the Western Front inaugurated the modern military-medical machine; it was overwhelmingly concerned with the treatment of combatants, for whom the journey–by stretcher, ambulance, train and boat–was always precarious and painful. Its parts constituted a “machine” in all sorts of ways, but its operation was far from smooth. The contrast with the aerial evacuation and en route treatment of US/UK casualties in Afghanistan is instructive, and at first sight these liquid geographies confirm Steven Pinker’s progressivist theses about “the better angels of our nature”.

But this impression has to be radically revised once Afghan casualties are taken into account–both combatant and civilian–and it is dispelled altogether by the fate of the sick and wounded in rebel-controlled areas of Syria. For most of them treatment was dangerous, almost always improvised and ever more precarious as hospitals and clinics were routinely targeted and medical supplies disrupted, and evacuation impossible as multiple sieges brutally and aggressively tightened. Later modern war has many modalities, and the broken bodies that are moved–or immobilised–in its lethal landscapes reveal that the “therapeutic geographies” mapped so carefully by Omar Dewachi and others continue to be haunted by the ghosts of cruelty and suffering that stalked the battlefield of the Civil War in the years following Lincoln’s original appeal to those “better angels”.

Derek Gregory is Peter Wall Distinguished Professor at the University of British Columbia. He graduated from Cambridge with a double starred First and was appointed to the faculty there at the age of 22. His early work focused on historical geographies of industrialization and on social theory. He moved to UBC in 1989, where his research has focused on the ways in which modern war has–and has not–changed in the 20th and 21st centuries. After 9/11 much of his work addressed military and paramilitary violence in the Middle East (notably in The Colonial Present: Afghanistan, Palestine, Iraq [Wiley-Blackwell, 2004]) but more recently he has mapped the trajectory of Euro‐American military power from 1914 through to the present.

This has involved two complementary studies. First, a detailed analysis of the changing arc of aerial violence–from the First World War, through the combined bomber offensives against Germany in the Second World War, the bombing of Vietnam, Laos and Cambodia, to drone strikes over Afghanistan, Pakistan, Yemen and elsewhere–and second, an account of the embodied nature of modern war, centring on the evacuation of casualties, combatant and civilian, from war zones from 1914 to the present. The two projects have collided in an analysis of attacks on hospitals, healthcare workers and patients in war zones and their implications for both international law and the conduct of later modern war. These studies form part of two book projects, Reach from the Sky: Aerial Violence and the Everywhere War and The Purple Testament of War: Bodies and Woundscapes.

Derek’s research involves both archival work and interviews, but he is also keenly interested in the ways in which imaginative literature and theatrical performance can be incorporated into the research process–he was consulted in the early stages of Owen Sheers’ I Saw a Man and Guy Hibbert’s Eye in the Sky–and has developed a series of performance works related his research. He was awarded the Founder’s Medal of the Royal Geographical Society in 2006 for his contributions to social theory and human geography and blogs regularly at Geographical Imaginations: Wars, Spaces and Bodies.


Andy Kent
Editorial Office Manager
August 2018

Bruno Latour, Down to Earth: Politics in the New Climatic Regime – Polity, September 2018 Setembro 17, 2018

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Progressive Geographies

LatourBruno Latour, Down to Earth: Politics in the New Climatic Regime – Polity, September 2018

The present ecological mutation has organized the whole political landscape for the last thirty years. This could explain the deadly cocktail of exploding inequalities, massive deregulation, and conversion of the dream of globalization into a nightmare for most people.

What holds these three phenomena together is the conviction, shared by some powerful people, that the ecological threat is real and that the only way for them to survive is to abandon any pretense at sharing a common future with the rest of the world. Hence their flight offshore and their massive investment in climate change denial. The Left has been slow to turn its attention to this new situation. It is still organized along an axis that goes from investment in local values to the hope of globalization—and just at the time when, everywhere, people…

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o poema é o que no homem para lá do homem se atreve Setembro 13, 2018

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Natália Correia (13/09/1923-16/03/1993)

O poema
O poema não é o canto
que do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.

É o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para lá do homem se atreve.

Os acontecimentos são pedras
e a poesia transcendê-las
na já longínqua noção
de descrevê-las.

E essa própria noção é só
uma saudade que se desvanece
na poesia. Pura intenção
de cantar o que não conhece.
Natália Correia, em “Poemas”. 1955.

queerizar o cânone luso-afro-brasileiro Setembro 13, 2018

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Foi recentemente publicado o número 33 da revista Via Atlântica cujo dossier temático é intitulado “queerizar o cânone luso-afro-brasileiro” sendo organizado por Alda Lentina, Fernando Curopos, Mário Lugarinho e Paulo Pepe.

Como referem os organizadores “neste volume, apresentamos a queerização de obras e seus criadores canónicos, ou ainda a ressureição de obras e autor@s esquecid@s e outr@s
minoritári@s, sem nenhum critério preconcebido, temática explícita ou biografia de autor, preferindo à celebração de uma diferença a insinuação de uma dúvida constante, a erosão insaciável, lúdica e política, das fronteiras convencionais entre homo e heterossexuais. Afinal, as práticas queer são o reflexo de uma resistência à homogeneização cultural, uma resistência mais firme perante os regimes da normalidade, nomeadamente a heteronormatividade, já que considerar ainda hoje a heterossexualidade como uma evidência comprova a força do pensamento straigh.”


Dossiê 33: Queerizar o cânone luso-afro-brasileiro


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No próximo fim de semana realiza-se o 4º Encontro Feminista do Bloco de Esquerda, desta feita em Almada, distrito de Setúbal.

15 e 16 de setembro
Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada

**Usamos o plural no feminino, incluindo neste referente todas as mulheres que assim se reconhecem e todas as pessoas que são alvo de discriminação e violência machistas, bem como do sistema normativo do género. Não excluímos ninguém, mas assumimos um lado, aquele que – ao contrário do que muitos pensam – não é o mais fraco.

10h – 11h30
Abertura: feministas e anticapitalistas
Alba Del Campo (ecofeminista, coordenadora da Mesa de Transición Energética de Cádiz)
Cristina Roldão (socióloga, CIES-IUL)
Sofia Roque (investigadora em Filosofia, CFUL, ativista feminista)

11h45 – 13h15
Precárias nos querem, grevistas nos terão
Maria Magdala (associação ComuniDária)
Adriana Lopera (enfermeira, ativista feminista)
Raquel Azevedo (dirigente sindical)
Moderação – Isabel Pires (deputada Bloco de Esquerda)


14h30 – 16h30
Trabalho sexual: como assegurar direitos e proteção social
Filme “Do corpo à palavra” (2008) 48’ de Mariana Lemos, Luciana Fima e Bruno Cabral
Conversa com
Carla Fernandes (Obra Social das Irmãs Oblatas)
Alexandra Oliveira (investigadora na área do trabalho sexual na UPorto)
Melina Antunes (LABUTA)
Moderação – José Soeiro (deputado Bloco de Esquerda)

16h45 – 18h45

OFICINA 1: Construindo a agenda feminista… nas escolas e universidades
Catarina Figueiredo (coletivo feminista da FLUP)
Diogo Alexandre (estudante)
Albertina Pena (professora e ativista feminista)
Várias associações e movimentos

OFICINA 2: Construindo a agenda feminista… no trabalho local
Almerinda Bento (autarca do Bloco de Esquerda, ativista feminista)
Joana Mortágua (deputada e vereadora do Bloco de Esquerda)
Susana Constante Pereira (deputada municipal do Bloco de Esquerda)
Várias associações e movimentos

19h – 20h30
OFICINA 3: Poesia insubmissa
Com Regina Guimarães (escritora, tradutora, videasta, etc)

>>>Jantar livre
>>>  Concerto com Vitória e as kalashnicoles *

11h – 12h30
Identitidades de género – o que é o transfeminismo?
Sacha Montford (ativista transfeminista)
Júlia Pereira (API – Ação Pela Identidade)
Moderação – Inês Santos (ativista feminista)

>>> Almoço

14h – 15h30
Combater o assédio e as violências de género
Elisabete Brasil (UMAR)
Patrícia Martins (ativista feminista)
Moderação – Cecília Honório (professora e ativista feminista)

15h45 – 16h30
Do debate à ação: apresentação das conclusões de cada sessão

Andrea Peniche (ativista feminista)
Sandra Cunha (deputada do Bloco de Esquerda)
Catarina Martins (coordenadora nacional do Bloco de Esquerda)

(cfp) Here Versus There: Beyond Comparison in Queer and Sexuality Politics Setembro 6, 2018

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(cfp) Here Versus There: Beyond Comparison in Queer and Sexuality Politics

National University of Ireland Maynooth, 18th June 2019

In sexual and gender politics, the Global North can be seen as ‘won’ and ‘sorted’, in contrast to a Global South that needs support to achieve Lesbian, Gay, Bisexual, Trans and other sexual/gendered rights. This has specific effects both in places such as Ireland and the UK, where the politicisation of sexual and gendered lives moves ‘elsewhere’, and also for these ‘elsewheres’ marked as ‘unsafe’, ‘unfriendly’ and ‘backward’.  This conference is seeking papers, provocations and discussions that investigate both the creation of the binaries of here/there, Global North/Global South in terms of sexual and gender politics, legalities and geographies.

Academics, activists, policy makers and all who are interested are invited to submit a proposal to contribute to this one-day event. Contributions can take multiple forms, including presentations, films and artistic expressions.

It is anticipated that the day will be used to create a proposal for a special issue.

Accessible buildings will be used and there will be a sliding scale for registrations, including a free option for those who cannot pay.  For any other support needs, please let get in touch.

Proposals of no more than 250 words should be submitted here by Friday 30th November 2018: https://goo.gl/forms/Qjy7hC3tiE8EFSRM2.

 For further information please contact Kay Lalor k.lalor@mmu.ac.uk or Kath Browne Kath.Browne@mu.ie

A cidade em reconstrução. Leituras críticas, 2008-2018 Setembro 6, 2018

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A cidade em reconstrução. Leituras críticas, 2008-2018” é um livro recém editado, organizado por André Carmo, Eduardo Ascensão e Ana Estevens, que resulta de uma parceria entre o Le Monde Diplomatique (ed. portuguesa) e a Habita – Associação pelo Direito à Habitação e à Cidade, que têm trazido à discussão um tema tão actual (pode consultar o índice aqui).

Os livros do Le Monde Diplomatique – edição portuguesa são editados pela Outro Modo Cooperativa Cultural, que tal como tantas outras cooperativas em Portugal tenta sobreviver e resistir mensalmente. É um projecto colectivo, político e crítico que edita o jornal e os muitos livros que já foram produzidos. Para garantir a verba necessária para a impressão do livro gostávamos de o convidar a adquirir em sistema de pré-venda o número de exemplares que desejar.

Esta pré-venda está a ser feita junto de amigos do jornal Le Monde Diplomatique – edição portuguesa e daqueles que antecipadamente queiram contribuir para a sua impressão, tendo a vantagem de o ler antes dele ser distribuído em Outubro com o jornal. Se o quiser fazer, contacte o Le Monde Diplomatique para o e-mail livros.lmd.pt@gmail.com.



Migration and Society – Advances in Researc Setembro 6, 2018

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Berghahn just announce the launch of an exciting new journal in 2018, Migration and Society: Advances in Research! The first volume will be published this fall. View the Introduction for the forthcoming volume.

Migration and Society  – Advances in Research

Mette Louise Berg, University College London
Elena Fiddian-Qasmiyeh, University College London

Migration is at the heart of the transformation of societies and communities and touches the lives of people across the globe. Migration and Society is an interdisciplinary peer-reviewed journal advancing debate about emergent trends in all types of migration. We invite work that situates migration in a wider historical and societal context, including attention to experiences and representations of migration, critical theoretical perspectives on migration, and the social, cultural, and legal embeddedness of migration. Global in its scope, we particularly encourage scholarship from and about the global South as well as the North.

Migration and Society addresses both dynamics and drivers of migration; processes of settlement and integration; and transnational practices and diaspora formation. We publish theoretically informed and empirically based articles of the highest quality, especially encouraging work that interrogates and transcends the boundaries between the social sciences and the arts and humanities.

We also welcome articles that reflect on the complexities of both studying and teaching migration, as well as pieces that focus on the relationship between scholarship and the policies and politics of migration.