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Na Casa dos Sonhos Maio 9, 2022

Posted by paulo jorge vieira in lgbt no mundo, literatura, livros, sexualidades e géneros.
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“Ela aperta com força, e começa a machucar. Você não entende; não entende de uma forma tão profunda a ponto de seu cérebro deslizar, saltar, voltar atrás. Você solta um arquejo, o menor arquejo possível. É a primeira vez que ela encosta em você de um jeito no qual não há amor, e você não sabe o que fazer. Não é normal, não é normal, não é normal. Sua cabeça faz o que pode para encontrar uma explicação, e ela te machuca cada vez mais, e tudo ao redor para de se mover. Seus pensamentos chegam acompanhados de um espasmo de pavor, e você fica tão concentrada nele que não ouve a resposta dela.
(…) “Precisamos conversar”, você diz. “Hoje, quando você apertou meu braço… Aquilo me assustou muito. Você pegou em mim de um jeito que não demonstrava preocupação nem amor. Você pegou em mim com raiva.” Você se sente uma hippie de merda, mas não conhece outra linguagem que dê conta disso, da palpitação desesperada do seu coração. “Você apertou sem parar e…” Você ergue o braço, onde um leve hematoma começou a se formar, para fora da água. “Por que você fez isso?” Ela fica com o olhar vazio por uma fração de segundo, e logo em seguida seu queixo começa a tremer. “Me desculpe”, ela diz. “Não foi por querer. Você sabe que eu te amo, né?”

Este pedaço de “Na Casa dos Sonhos”, – li a versão brasileira – demonstra como os livros sobre relações abusivas e violência nas relações amorosas são sempre “murros no estômago”. Pelo menos assim o é para mim enquanto pessoa (e leitor).

“Na casa dos sonhos” de Carmen Maria Machado foi mais uma leitura difícil, e dura, pois se centra numa relação abusiva entre duas mulheres, colocando assim visível a existência de formas de abuso e de violência doméstica em casais de pessoas do mesmo sexo. Assim a autora coloca no centro desta obra personagens fortemente marcadas por processos de marginalização e, muitas vezes, invisíveis nas narrativas colectivas.
Um dos elementos mais interessantes destas obra é o modo como o território da casa, aquele que é um terroir de segurança, de acolhimento, de paixão e amor se transforma num espaço de insegurança, medo e violência.

E esse processo de problematização da casa (do lar) como espaço de segurança/violência que a autora nos apresenta deste intenso livro.
A autora faz o caminho de escrita desta obra partindo de uma experiência (aparentemente pessoal) quase como um processo terapêutico, em constante diálogo com um interlocutor possível na pessoa de nós enquanto leitores. Inovando muitas vezes na construção narrativa – tem mesmo surpresas várias ao longo do livro – Carmen Maria Machado escreveu uma obra de fundo que prende o leitor intenso. Faz da escrita um processo complexo de narrativa da vida, ou como afirma:
“Na escrita, um lugar nunca é só um lugar. Quando é, o autor ou autora fracassou. O cenário não é inerte. Ele é ativado pelo foco narrativo. Mais tarde, você descobrirá que uma característica comum da violência doméstica é a “deslocação”. Em outras palavras, a vítima acaba de se mudar para um lugar novo, ou está num lugar cujo idioma não fala, ou de alguma forma foi retirada de sua rede de apoio, seus amigos ou família, ou roubada de sua habilidade de comunicação. As circunstâncias em que vive e seu isolamento a tornam vulnerável. Seu único aliado é seu agressor ou agressora, o que equivale a dizer que ela não tem nenhum aliado. E assim ela tem de lutar contra uma paisagem inalterável que foi criada à força por nada menos que o próprio tempo; uma casa grande demais para se demolir com as próprias mãos; uma situação muito complexa ou muito opressora para que ela a domine sozinha. O cenário cumpre sua função.”
Lido no âmbito da iniciativa #leradoença da @pickashelf .

Finn’s Hotel Abril 30, 2022

Posted by paulo jorge vieira in diário, literatura, livros.
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Magistral o modo como Joyce nos delicia nos desencontros que provoca na sua relação com o leitor. Estes pequenos textos, descobertos tardiamente, foram publicados em 2013 na atual versão em inglês. O professor e tradutor brasileiro Caetano Galindo verteu o texto que foi publicado no Brasil de 2014, pela Companhia das Letras. Foi a versão eletrónica deste livro que li no meio d’#ocaminhodeulisses.

Este volume é constituído por um conjunto de pequenos textos, – diremos narrativas curtas -, que se centram em torno do nacionalismo irlandês. Partindo do imaginário de um idoso que nas margens do rio Liffey revisita, num sonho, a história de Irlanda e dos seus mitos nacionais. No prefácio desta edição Galindo afirma que “Finn’s Hotel é um texto enigmático, lacunar, indecidível. E tentar elucidá-lo à força de notas e exegeses pode ser uma empresa natifrustre, por assim dizer”.

Assim “Finn’s Hotel foi originalmente concebido como uma série de fábulas: peças curtas, concisas e concentradas de prosa ficcional (“epiquetos”, para usar o neologismo de Joyce), centradas em enquanto a história da Irlanda corria ao seu lado como num sonho”, explica Danis Rose na introdução a esta edição.

Caetano Galindo por outro lado escreve sobre o intímo gozo do seu caminho de tradução do texto: “Como tradutor, tenho pouco a acrescentar, o que eu precisava e pude pôr no texto já está nele, na forma com que se apresenta em português. Mas queria só registrar, quase como mais um agradecimento ao autor que me transformou em tradutor, que tradutores (como os portadores das cartas) são criaturas venais, que vivem de prazeres vicários.”

Foi assim mais uma leitura de Joyce que me encanta como leitor. Assumo que os últimos meses estão a ser um encantamento com a obra e a persona de Joyce. Estou mesmo fã. E tu também @anatomia_do_livro ?

Young Mungo Abril 28, 2022

Posted by paulo jorge vieira in lgbt no mundo, literatura, livros, masculinity.
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Estou tão empolgado que não vou esperar pela tradução. Mas espero que a mesma não se atrase muito.

Aqui está o segundo romance de @douglas_stuart, “Young Mungo”. Centrado numa personagem adolescente, nos primeiros amores, numa sociedade e comunidade disfuncionais e conflituosas.

Vai ser uma leitura que farei nos próximos tempos. Saboreando cara página, entrando na densidade das estórias que Stuart nos oferece.

#livro #literatura #leitor #leitores #leitura #literaturaanglofona #literaturalgbti
#douglasstuart

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diário de #ocaminhodeulisses (II) Abril 28, 2022

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dav

(diário de #ocaminhodeulisses)

No processo de leitura do Ulisses de James Joyce o uso de “guias de leitura” está a ser profícuo e enriquecedor e que, desta feita, me fez ultrapassar a página 30. Para quem não sabe esta é a minha quarta tentativa de ler este livro gigante da literatura do século XX. Acho mesmo que apenas estou a conseguir fazer esta leitura porque o processo preparatório envolveu uma aprendizagem intensa que vem decorrendo faz alguns meses. Obrigado @anatomia_do_livro e restantes participantes do grupo #ocaminhodeulisses pela companhia e pela ajuda neste processo.

Existem inúmeros guias (e edições anotadas) desta obra que nos ajudam neste processo de leitura. No meu caso leio antes de cada episódio do Ulisses os capítulos respetivos de:
– “Sim, eu digo sim – Uma vista guiada ao ‘Ulysses’ de James Joyce” de Caetano W. Galindo (escritor brasileiro e tradutor de uma das versões do Ulisses publicadas no Brasil);
– “The Guide to James Joyce’s Ulysses” de Patrick Hastings. (este último tem ainda uma versão on line com toda a informação que está no livro).

A leitura destes capítulos funcionam como uma introdução a cada parte do texto de Joyce, facilitando o usufruto e o entendimento do texto do autor irlandês.
Inicialmente achei que os guias poderiam alterar em demasia o processo de leitura desta obra mas, quando vou quase a um terço da leitura, sinto que a informação prévia que recebemos nos “dispensa” de uma pesquisa exaustiva das múltiplas referências históricas e culturais. E assim abre um caminho mais amplo à leitura e à fruição da obra e do texto literário.

Um último comentário. Tenho me deliciado igualmente a ver vídeos no Youtube com o Caetano Galindo a dar “aulas” maravilhosas sobre Joyce e o “Ulisses”. Procurem e divirtam-se aprendendo.

#livro #literatura #leitor #leitores #leitura #literaturairlandesa #jamesjoyce #ocaminhodeulisses

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diário de #ocaminhodeulisses (I) Abril 28, 2022

Posted by paulo jorge vieira in diário, literatura.
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(diário de #ocaminhodeulisses)

Neste terraço da casa materna comecei hoje a leitura dos primeiros três episódios de Ulisses de James Joyce.

O local escolhido foi perfeito pois o tempo atmosférico primaveril, o som dos pássaros chilreando, a calma da aldeia bairradina ajudaram, quanto baste, à concentração necessária.

O processo de leitura envolveu para cada episódio (a obra contém 18 episódios) a leitura prévia do capítulo explicativo do guia do Caetano Galindo entitulado “Sim, eu digo sim – uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce”.

Lido o capítulo do guia era tempo de ler o episódio respectivo do Ulisses.

A experiência foi profícua e enriquecedora. Adorei ler pouco a pouco o texto de Joyce, por vezes ler em voz alta (a @anatomia_do_livro defende este processo), por vezes voltar atrás. Enfrentar a fulgurante imaginação de Joyce e o brilhantismo da sua escrita.

Após a leitura do primeiro episódio fiz uma paragem para passear e resolver coisas práticas. Antes do almoço voltei a fazer o processo para o segundo episódio. Terminada a refeição – um maravilhoso arroz de polvo – fui fazer uma caminhada, e na volta enfrentei o (particularmente difícil) terceiro episódio.

Agora que vou arrumar o Guia e o Ulisses fico com a sensação que #ocaminhodeulisses que temos vindo a fazer teve uma muito boa primeira etapa.

Daqui a uns dias logo vos direi mais…

#livro #literatura #leitor #leitores #leitura #ulisses2022 #ocaminhodeulisses #literaturairlandesa #jamesjoyce

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(publicado no instagram a 16/04)

“Onde cantam os grilos”- Maria Isaac Março 7, 2022

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O Formiga é uma daquelas personagens que nos fica na memória. Uma daquelas personagens que se ama.

Aquele jovem traquina que, sendo muito curioso, ouve todas as conversas que acontecem na herdade; e as relata mesmo que, na sua ingenuidade, não as consiga compreender de todo.

Maria Isaac escreveu um primeiro romance que me prendeu como leitor, que me encantou no modo como descreve um conjunto denso de personagens, de que o Formiga é um exemplo perfeito.

Uma história de uma ruralidade algo paradigmática de um Sul que se perdeu na segunda metade do século XX. Uma história de uma elite agrária que se cruza entre um Alentejo produtivo e um Douro abandonado, entre uma família cheia de estórias escondidas e de amores desabridos, e uma esperança de tempo algo diferente.

É assim que Maria Isaac nos conta uma história de amores e pecados, – que poderia parecer tão igual a outras -, cheia de metáforas e detalhes alegóricos que nos obrigam a pensar e a reflectir como leitor.
Um exemplo: o nome batismo do Formiga é Baltazar. Sim, o nome de um dos Reis Magos. O rei mago negro, tal como será negra a nossa personagem principal?! Ainda que parece um não dito, a provocação alegórica está presente nas páginas deste romance.

Será por isso uma leitura que aconselho, que vos pode confortar e divertir neste dias difíceis.

#livro #literatura #leitor #leitores #leitura #literaturaportuguesa

#book #bookstagram #bookclub #bookstagramportugal #bookworm #booknerd #bootwt #booktt #bookstan #BookTwitter

Leituras de Fevereiro Março 4, 2022

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Fevereiro foi um mês algo inusitado e estranho em termos de leituras. Já fiz alguma publicações sobre algumas dessas leituras e outras se seguirão nas próximas semanas. Mas resolvi mesmo assim fazer esta publicação.

– “Este tempo” in Obras Completas Vol. V de Maria Judite de Carvalho. Minotauro, Lisboa, 2019, (li d 28/01/2022 a 01/02/2022)

– “A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia” de Selma Lagerlof, Sextante, Lisboa, 2020, tradução de João Reis (li de 26/12/2021 a 02/02/2021)

– “Uma Paixão no Deserto” de Honore de Balzac, Book Cover, Porto, 2021, (li de 02/02/2022 a 05/02/2021)

– “O Ilustre Gaudissart / A Bolsa” de Honore de Balzac, E-primatur, Lisboa, 2021, tradução de Afonso Casais Monteiro e José Marinho (li de 04/02/2022 a 06/02/2021)

– “Escrever – Memórias de um Ofício” de Stephen King, Bertrand Editora, Lisboa, 2020, tradução de E. Santos (li de 29/01/2022 a 06/02/2022)

– “Eusébio Macário” de Camilo Castelo Branco, Lello e Irmão, Porto, 1980 (li de 06/02/2022 a 10/02/2022)

– “Ninguém escreve ao Coronel” de Gabriel García Marquez, Biblioteca Visão, Lisboa, 2000, tradução de José Colaço Barreiros (li de 09/02/2022 a 10/02/2022)

– “The Cancer Journals” de Audre Lorde, Penguin Classics, London, 2020 1980 (li de 06/02/2022 a 10/02/2022)

– “Camilo, Génio e Figura” de Agustina Bessa Luís, Casa das Letras, Lisboa, 2008 (li de 10/02/2022 a 14/02/2022)

– “O pássaro na cabeça e mais versos para crianças” de Manuel António Pina, Porto Editora, Porto, 2019 (li de 23/01/2022 a 15/02/2022)

– “Pequena Livro da Desmatemática” de Manuel António Pina, Porto Editora, Porto, 2019 (li de 02/02/2022 a 15/02/2022)

– “As velhas senhoras e outros contos” de Natália Nunes, Relógio D’Água, Lisboa, 1992 (li de 15/02/2022 a 16/02/2022)

– “Os profetas” de Robert Jones Jr., Asa Editora, Lisboa, 2021, tradução de Tânia Ganho (li de 28/01/2022 e 16/02/2022)

– “O tio Simplício / O corcunda por amor / O Impronto de Sintra” de Almeida Garrett, Húmus Edições, Vila Nova da Famalicão, 2020 (li de 17/02/2022 a 18/02/2022)

– “Grande Turismo” de João Pedro Vale, Quetzal Edições, Lisboa, 2022 (li de 18/02/2022 a 19/02/2022)

– “A Árvore dos Desejos” de William Faulkner, Ponto de Fuga, Lisboa, 2019, tradução de Vladimiro Nunes e Fátima Fonseca (li de 19/02/2022 a 20/02/2022)

– “O Sangue dos Outros” de Simone de Beauvoir, Publico – Colecção Mil Folhas, Lisboa, 2003, tradução de Miguel Serras Pereira (li de 14/02/2022 a 22/02/2022)

– “Aquele que quer morrer” de Manuel António Pina, Na Regra do Jogo, Porto, 1978 (li de 13/02/2022 a 23/02/2022)

– “Retrato do Artista Quando Jovem” de James Joyce, Relógio D’Água, Lisboa, 2012, tradução de Paulo Faria (li de 16/02/2022 a 26/02/2022)

– “Não-Coisas, Transformações no mundo em que vivemos” de Byung-Chul Han, Relógio D’Água, Lisboa, 2022, tradução de Ana Falcão Bastos (li de 19/02/2022 a 26/02/2022)

– “Comboios Rigorosamente Vigiados” de Bohumil Hrabal, Antígona, Lisboa, 2022, tradução de Anna Almeida (li de 25/02/2022 a 26/02/2022)

Leituras do mês de Janeiro Fevereiro 5, 2022

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“Todos os Nossos Ontens” de Natalia Ginzburg, Edições Cotovia, Lisboa, 1990, tradução de Anna Alba Caruso (li de 25/12/2021 a 01/01/2022)

“A vida mentirosa das crianças” de Cláudia Lucas Chéu, Nova MYMOSA, Lisboa, 2021 (li de 01/01/2022 a 02/01/2022)

“Fome” de Knut Hamsun Cavalo de Ferro, Lisboa, 2021, tradução de Liliete Martins  (li de 01/01/2022 a 04/01/2022)

“O Doutor Glas” de Hjalmar Soderberg, Relógio D’Água, Lisboa, 2012, tradução de Miguel Serras Pereira  (li de 04/01/2022 a 07/01/2022)

“Todo o ar que nos rodeia” de Tom Malmquist, Porto Editora, Porto, 2021, tradução de JOão Reis (li de  07/01/2022 a 09/01/2022)

“A mulher sapiens” de Cláudia Lucas Chéu, Companhia das Ilhas, Lajes do Pico, 2021 (li de 04/01/2022 a 11/01/2022)

“Seis Passeios nos Bosques da Ficção” de Umberto Eco, Gradiva, LIsboa, 2019, tradução de Wanda Ramos (li de 08/01/2022 a 12/01/2022)

“A Sombra de Mart – drama em três actos” de Stig Dagerman, Edições Cotovia, Lisboa, 1999, tradução de Luís Assis  e Melanie Mederlind (li de 11/01/2022 a 13/01/2022)

“Uma vida imaginária” de David Malouf, Assírio e Alvim, Lisboa, 2006, tradução de José Agostinho Baptista (li de 10/01/2022 a 15/01/2022)

“Presa Comum” de Frederico Pedreira, Relógio D’Água, Lisboa, 2015 (li de 30/12/2021 a 16/01/2022)

“Trilogia” de Jon Fosse, Cavalo de Ferro, Lisboa, 2021, tradução de Liliete Martins  (li de 14/01/2022 a 18/01/2022)

“Uma morte suave” de Simone de Beauvoir  Edições Cotovia, Lisboa,  2008, tradução de Bénédict Houart (li de 17/01/2022 a 18/01/2022)

“Uma mulher perdida” de Wila Cather, Relógio D’Água, Lisboa, 2007, tradução de Paulo Faria (li de 15/01/2022 a 20/01/2022)

“O Preço das Coisas” de Joaquim Cardoso DIas, Gótica, Lisboa, 2002,  (li de 03/01/2022 a 23/01/2022)

“Consciência Negra” de Paulo José Miranda, Nova MYMOSA, Lisboa, 2020 (li a 24/01/2022)

“Para quê tudo isto? Biografia de Manuel António Pina” de Álvaro Magalhães, Contraponto, Lisboa (li de 20/01/2022 a 26/01/2022)

“Canoagem” de Joaquim Manuel Magalhães, Relógio D’Água, Lisboa, 2021 (li de 12/01/2022 a 28/01/2022)

“Noite de Fogo” de João de Araújo Correia, Editorial INOVA, Porto,1974, (li de 24/01/2022 a 28/01/2022)

(np) dos algoritmos sem sentimentos Janeiro 13, 2022

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(diário) Das coisas simples da vida. Da forma de resistência e resiliência. Da única forma de viver harmonia.Andamos sempre a esconder o que sentimos. Por aqui nas redes somos tantas vezes pedaços de ser, imagens de ter.

Mas o ser completo. O ser alegre e triste. Bem disposto ou carrancudo. Deprimido ou efusivo. De bem com o mundo ou misantropo.Somos tudo isso.

Mas a “regra” diz que nas redes sociais não o podemos fazer, e temos que mascarar a vida.

Por que razão?Longe de me deixar derrotar por algoritmos este espaço é um espaço do meu ser. Isso significa que por vezes é um espaço menos glamoroso.

Menos… Mas certo é que é o meu espaço. Íntimo, pessoal que vos entrego em partilha.#diário #desabafo

Sobre projectos de leitura. Agosto 23, 2021

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Ontem eu e a Ana Dahlberg fizémos um directo no Instagram que partilho aqui convosco. Nesse mesmo directo – que não consegui ainda colocar on line nessa platforma – falamos sobre os dois projectos que resolvemos partilhar convosco: #livros_sobre_livros e #bibliotecainfinita