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uma cidade partilhada para tod*s Setembro 29, 2017

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No próximo dia 1 de Outubro teremos eleições para as autarquias locais. Em Lisboa apoio e participo nas listas do Bloco de Esquerda, integrando a lista para a Assembleia Municipal de Lisboa.

As listas do Bloco de Esquerda, no município de Lisboa, encabeçadas pelo Ricardo Robles (CML) e pela Isabel Pires (AML) são constituídas por um conjunto alargado de activistas e de intervenientes na política da cidade que nos transmitem a certeza, e a esperança, de que nos próximos anos estaremos empenhados em construir esse cidade partilhada que almejamos.

Aqui ficam dois pedaços do programa com que concorremos a estas eleições:

Lisboa é a cidade de que gostamos e onde queremos viver. A cidade que queremos partilhar com quem nos visita. Lisboa mudou muito nos últimos anos. Certamente muita coisa mudou para melhor. Mas aumentaram também as dificuldades de quem cá vive – pelo efeito das políticas de austeridade e desemprego. Queremos Lisboa para todos e para todas. Cidade para viver com dignidade, trabalhar com direitos e receber bem quem nos procura em visita ou como refúgio. A cidade que respeita a diferença e sabe ouvir. A cidade da vida inteira, e para isso o que conta é o essencial, é a cidade partilhada.

***

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Lisboa tem de ser um espaço de abertura, respeito e combate a todas as formas de discriminação. A cidade tem ser o local onde os direitos são iguais.

Lisboa deve ser declarada área de tolerância zero à violência de género. Para além de melhorar os mecanismos de apoio, a Câmara Municipal de Lisboa deve reforçar o número de casas abrigo para vítimas de violência de género. O planeamento da cidade deve privilegiar o urbanismo feminista que contraria a discriminação e as desigualdades.

O município deve valorizar a Marcha do Orgulho LGBT, o Arraial Pride, o Queer Lisboa Festival Internacional de Cinema Queer e outras iniciativas promovidas pela comunidade LGBT+.

Mas, também deve ajudar ativamente quem é vítima de discriminação. O Bloco de Esquerda defende a abertura de um Centro Municipal de Acolhimento e Cidadania LGBT+. Um espaço que defenda e promova os direitos humanos e que ajude e albergue vítimas de discriminação e violência, preste apoio social e psicológico e disponibilize aconselhamento jurídico.”

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(pmr32) eu escrevi um poema triste  Setembro 10, 2017

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Tristeza

Eu escrevi um poema triste 
E belo, apenas da sua tristeza. 
Não vem de ti essa tristeza 
Mas das mudanças do Tempo, 
Que ora nos traz esperanças 
Ora nos dá incerteza… 
Nem importa, ao velho Tempo, 
Que sejas fiel ou infiel… 
Eu fico, junto à correnteza, 
Olhando as horas tão breves… 
E das cartas que me escreves 
Faço barcos de papel! 

Mário Quintana, in ‘A Cor do Invisível’

(pmr31) o corpo não espera Setembro 9, 2017

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O corpo não espera. Não. Por nós
ou pelo amor. Este pousar de mãos,
tão reticente e que interroga a sós
a tépida secura acetinada,
a que palpita por adivinhada
em solitários movimentos vãos;
este pousar em que não estamos nós,
mas uma sêde, uma memória, tudo
o que sabemos de tocar desnudo
o corpo que não espera; este pousar
que não conhece, nada vê, nem nada
ousa temer no seu temor agudo…

Tem tanta pressa o corpo! E já passou,
quando um de nós ou quando o amor chegou.

“O corpo não espera” de Jorge de Sena

Programação completa do Queer Lisboa 21 Setembro 6, 2017

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01 Set, 2017 / por Queer Lisboa / em Queer Lisboa 21

Em 2017, o Queer Lisboa entra na sua terceira década de existência com a exibição de 90 filmes de 32 países. Além da retrospetiva dedicada à artista multimédia Shu Lea Cheang, a ter lugar no Cinema São Jorge e no MNAC – Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado, e da muito aguardada estreia do filme God’s Own Country, do britânico Francis Lee, na Noite de Abertura, o Queer Lisboa 21 vai acolher muitas mais surpresas e convidados internacionais.

Depois de, em 2016, termos celebrado uma data redonda de aniversário, o número recorde de filmes que os nossos programadores visionaram este ano, permitiram-nos construir um programa que parece todo ele traçar linhas narrativas, estéticas, formais e, até mesmo, ideológicas, que permitem antever direções do cinema queer para as quais estaremos certamente atentos nos próximos anos.

Dos 32 países presentes, os EUA são o mais representado, com 21 filmes. A Alemanha e a França estão representados, em ex-aequo, com 12 filmes cada, seguindo-se o Brasil, com 10 filmes.

As competições do Queer Lisboa 21 são compostas não só pelas narrativas e temas “clássicos” do cinema queer, mas também por filmes que falam de religião, migrações, racismo, fronteiras, deficiência, política, ao mesmo tempo em que arriscam transdisciplinaridades, rompem cânones do cinema de género, abraçam novas linguagens audiovisuais e novos modelos de relação do espectador com essas linguagens. De volta estão, assim, as Competições de Longas-Metragens, Documentários, Curtas-Metragens, In My Shorts e Queer Art.

A secção Panorama ganha este ano um novo fôlego com a exibição de oito filmes: quatro ficções e quatro documentários. Destaque para 1:54, do canadiano Yan England, que estará em Lisboa, numa colaboração com a Embaixada do Canadá em Portugal. O filme é protagonizado por Antoine-Olivier Pilon (o protagonista de Mommy, de Xavier Dolan). Quand On A 17 Ans, de André Téchiné, um dos mais aclamados realizadores do cinema pós-Nouvelle Vague, terá a sua antestreia nacional no Queer Lisboa.

Já a secção Hard Nights terá em destaque Colby Keller, um dos mais populares atores porno da atualidade, bem como filmes recentes de Koichi Imaizumi, Sky Deep, Marit Östberg e Francy Fabritz.

A música volta com a secção Queer Pop, com um programa centrado na obra de George Michael e outro focado nos novos valores da música queer do Brasil.

O Queer Lisboa 21 terminará com a exibição do muito aplaudido Mãe Só Há Uma, de Anna Muylaert, premiado na Berlinale em 2016.

Durante o festival vão ainda realizar-se várias festas. A Festa de Abertura terá lugar no clube Fontória e contará com a música do trio Asneira (António Almada Guerra, João Villas-Boas e Tiago Pinhal Costa). No dia 21, o Queer Lisboa associa-se ao coletivo Groove Ball para uma festa no Rive-Rouge, enquanto um dia depois a festa será feita no clube Construction, onde estará presente Colby Keller. A Festa de Encerramento realiza-se no Titanic Sur Mer e nela vão passar música Sky Deep e Simºne.

A programação completa do Queer Lisboa 20 pode ser consultada aqui e o calendário de sessões aqui.

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(cfp) New geographies of HIV/AIDS in times of PrEP Setembro 4, 2017

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New geographies of HIV/AIDS in times of PrEP

Call for papers/panellists at the Association of American Geographers Annual Meeting, New Orleans, 10-14 April 2018 

 Convenors: Gavin Brown (University of Leicester) & Cesare Di Feliciantonio (Maynooth University)

 

Following the introduction and the expanding availability of Pre-Exposure Prophylaxis (PrEP) and improved uses of ‘treatment as prevention’ for those already infected with HIV, new infections-rates for HIV have started to decline, especially in those cities and among those populations where campaigning and public investments have been strongest. As argued by Auerbach and Hoppe (2015: 1), “getting PrEP to ‘work’ is more complicated than simply ‘getting drugs into bodies’”. Rather, PrEP embodies a range of interacting physiological, psychological and social realities that together affect (…) relationship dynamics, sexual cultures and social arrangements that have influence beyond HIV”.  In fact the use of PrEP (as well as the adherence to antiretroviral therapies, ARTs, for HIV-positive people) reshapes the meanings associated with categories such as ‘safe’, ‘bareback’ and ‘raw’ sex, offering new possibilities for empowerment as well as new forms of biopower (Dean, 2015; Preciado, 2015).  Given the persistent inequalities in the access and availability of PrEP, we think there is the need for a serious engagement by geographers and social scientists in producing knowledge about the emerging social and spatial dimensions of HIV prevention and treatment, including the ways in which new socio-technical assemblages of treatment and prevent have reconfigured the social, cultural, and sexual lives of people with (and at risk of infection from) HIV.

We invite contributions around (but not limited to) the following topics/questions:

  • the uneven geographies of PrEP accessibility and availability;
  • the political economy of PrEP;
  • the socio-technical materialities of PrEP;
  • PrEP, race, gender and class;
  • how PrEP impacts upon HIV-related acceptance and stigma;
  • the (uneven) social and spatial dimensions of the persistence of “Truvada whores” stigma (Calabrese and Underhill, 2015);
  • the sexual citizenship of undetectability;
  • PrEP as community-based activism;
  • PrEP as the expression of biopower;
  • comparative perspectives on campaigns, policies and strategies to implement PrEP access;
  • intersections between PrEP-related activism and HIV+-related activism
  • the geographical implications of ‘undetectability’;

 

Expressions of interest

We intend to organize a paper or panel session depending on the preferences of the participants. If interested, please contact Gavin Brown (gpb10@leicester.ac.uk) and Cesare Di Feliciantonio (difeliciantoniocesare@gmail.com) by October 6th; in the email please include a 250-words abstract if you prefer a paper session or a short outline (up to 7 lines) if you prefer a panel session. We will try to arrange the best format solution accordingly.

 

References

Auerbach, J. D. and Hoppe, T. A. 2015. Beyond “getting drugs into bodies”: social science perspectives on pre-exposure prophylaxis for HIV. Journal of the International AIDS Society 18(suppl. 3), http://dx.doi.org/10.7448/IAS.18.4.19983 [last visit: August 24th 2017]

Calabrese, S. K. and  Underhill, K. 2015. How Stigma Surrounding the Use of HIV Preexposure Prophylaxis Undermines Prevention and Pleasure: A Call to Destigmatize “Truvada Whores”. American Journal of Public Health 105(10): 1960-4.

Dean, T. 2015. Mediated intimacies: raw sex, Truvada, and the biopolitics of chemoprophylaxis. Sexualities 18(1/2): 224-46.

Preciado, P. 2015. Condoms chimiques. Libération 11/06, http://www.liberation.fr/chroniques/2015/06/11/condoms-chimiques_1327747[last visit: August 24th 2017]

(cfp) TICYUrb’18: Third International Conference of Young Urban Researchers Setembro 3, 2017

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TICYUrb’18: Call for Papers and Posters:

 

The TICYUrb (Third International Conference of Young Urban Researchers) is an international event that aims to echo frontier research, artistic works and professional practice related to different urban contexts around the world, under an environment of vibrant dialog between academia and society.

 

The conference is split in ten tracks: Collectivecity (the right to the city: 50 years later), Productcity (the city as a product), Divercity (diversity in the city), Fractalcity (the city amid policies), Ucity (utopias and dystopias), Fearcity (in-security), Metacity (ways of thinking and making city), Transitcity (migrations and racism), RiskCity (risks in the city) and City O’clock (24 hours in the city). We encourage the submission of theoretical and empirical works about these topics. TICYUrb wish to act as a bridge between social, human, natural and all other scientific domains, so every paper will be welcomed and accepted for consideration.

 

We encourage the submission of theoretical or empirical works about these topics. TICYUrb wish to act as a bridge between social, human, natural and all other scientific domains, so every paper will be welcomed and accepted for consideration.

Abstract of max. 500 words and a short biography/Vita via must be submitted via the form in our web-site.

We accept papers in English, Portuguese, Spanish, and French.

Authors should let us know in which language they prefer to present their papers.

This event will be a platform for sharing ongoing or recent work, open debate and networking. In parallel with the conference sessions, there will be open debates among young professional, exclusive networking sessions, and field excursions, among other activities.

 

TICYUrb will be held in Lisbon from June 18th to June 22nd 2018 at ISCTE-IUL

 

TICYURB is a collaborative effort of the Centre for Research and Studies in Sociology (CIES-IUL), the Research Center on Socioeconomic Change and Territory (DINAMIA’CET-IUL), the Interdisciplinar Center of Social Sciences (CICS.NOVA), the Institute of Sociology – University of Porto (ISUP) and the School of Architecture of the University of Sheffield (SSoA).

For further information visit our websiteticyurb.wordpress.com

And follow us in Twitter @ticyurb and Facebookfacebook.com/TICYURB

da mudança e da permanência Agosto 6, 2017

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“O que causará a visão insólita de um sorriso de um estranho, cruzado há séculos numa rua anónima e desde então esquecido? Porque ressurge tão vívida e colorida a imagem de cestos de uvas numa vinha? A de uma sala onde só estive momentos? Que mecanismo me faz ouvir de novo o ladrar de um cão numa noite de inverno?

(…) O que ainda me resta será provavelmente feito de trivialidade, rotina, medo crescente. Mais também não espero.

Enquanto poder manterei este vadiar solitário, que se tornou um calmante. Vou caminhando e pouco a pouco pesam-me menos as culpas, surpreendo-me por vezes a sorrir. Descrente de que possam ser tão exíguas as diferenças entre o eu do menino e o do homem quase velho.

Então não mudei com o passar dos anos? No essencial, pouco ou nada. E os muros da prisão em que me sinto, talvez os não tenha levantado eu próprio, como pensei. Mais certo é ter nascido dentro deles, tomando por liberdade o que não passava de quimera.”    

“A Amante Holandesa” de J. Rentes de Carvalho, edição de bolso da Bertrand Editores, 2016, pp. 31-32 (li de 21/07 a 22/07 de 2017)

 

IJURR 1977-2017: The 40th Anniversary Virtual Issue Junho 1, 2017

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Aqui fica um número especial da revista International Journal of Urban and Regional Research que comemora 40 anos em 2017. Um numero acessivel que começa com um texto de David Harvey de 1978 e que publica um interessante conjunto de textos.

 

Wiley
Celebrating 40 years of critical urban research
IJURR 1977-2017: The 40th Anniversary Virtual Issue
Celebrating 40 years of critical urban research
For this 40th anniversary virtual issue we invited all of the previous Editors to choose a small number of papers that they felt were of particular significance during their time of working with the journal. Each of the former Editors who participated in the compilation of this 40th anniversary virtual issue has provided a brief commentary next to their selections.
Read the introduction, commentaries and articles on www.ijurr.org
Explore the virtual issue, full introduction and commentaries
The Urban Process under Capitalism: A Framework for Analysis
David Harvey (1978)

World City Formation: An Agenda for Research and Action
John Friedmann and Goetz Wolff (1982)

Postfordism in Question
Andrew Sayer (1989)

Neo‐Marshallian Nodes in Global Networks
Ash Amin and Nigel Thrift (1992)

The Cultural Economy of Cities
A.J Scott (1997)

Symbolic Use of Globalization in Urban Politics in Tokyo
Takashi Machimura (1998)

Democratization and Politics in South African Townships
Janet Cherry, Kris Jones and Jeremy Seekings (2000)

Place in Product
Harvey Molotch (2002)

The Transnational Capitalist Class and Contemporary Architecture in Globalizing Cities
Leslie Sklair (2005)

Struggling with the Creative Class
Jamie Peck (2005)

The Market as the New Emperor
Anne Haila (2007)

Municipal Neoliberalism and Municipal Socialism: Urban Political Economy in Latin America
Benjamin Goldfrank and Andrew Schrank (2009)

Slumdog Cities: Rethinking Subaltern Urbanism
Ananya Roy (2011)

Lagos, Koolhaas and Partisan Politics in Nigeria
Laurent Fourchard (2011)

Gentrifying the State, Gentrifying Participation: Elite Governance Programs in Delhi
D. Asher Ghertner (2011)

Technifying Public Space and Publicizing Infra-structures: Exploring New Urban Political Ecologies through the Square of General Vara del Rey
Fernando DomÍnguez Rubio and Uriel Fogué (2013)

How did Finance Capital Infiltrate the World of the Urban Poor? Homeownership and  Social Fragmentation in a Spanish Neighborhood
Jaime Palomera (2014)

Absolute Traffic: Infrastructural Aptitude in Urban Indonesia
Doreen Lee (2015)

Reconstituting the Possible: Lefebvre, Utopia and the Urban Question
David Pinder (2015)

‘Eco’ For Whom? Envisioning Eco-urbanism in the Sino-Singapore Tianjin Eco-city, China
Federico Caprotti, Cecilia Springer and Nichola Harmer (2015)

Assembling and Spilling-Over: Towards an ‘Ethnography of Cement’ in a Palestinian Refugee Camp
Nasser Abourahme (2015)

Rethinking Urban Epidemiology: Natures, Networks and Materialities
Meike Wolf (2016)

Reappearance of the Public: Placemaking, Minoritization and Resistance in Detroit
Alesia Montgomery (2016)

Toward the Networked City? Translating Technological ideals and Planning Models in Water and Sanitation Systems in Dar es Salaam
Jochen Monstadt and Sophie Schramm (2017)

Informal Housing in the United States

Noah J. Durst and Jake Wegmann (2017)

Download the Virtual Issue
IJURR Volume 1 Virtual Issue (1977)
IJURR Volume 1 Virtual Issue (1977)
As part of the IJURR 40th Anniversary celebrations, we have also brought together the first volume of IJURR from 1977, as a Virtual Issue, introduced by the founding editor, Michael Harloe.

This Virtual Issue is free to view for one year

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Collage compiled from images in the public realm. We thank the Riley Foundation for permission to reproduce Michael Harloe – Vice Chancellor, Salford by Harold F. Riley, 2009, Oil on Canvas (© The Riley Archive, WB261. All Rights Reserved)

um dia explodo em verbo Maio 15, 2017

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Aquele poema que quis escrever não sai da minha cabeça.

Ficou preso. Incapaz de se tornar verbo. Preso na minha incapacidade de perder o medo. E de ter a coragem de vomitar a alma.

Mas… esse medo é demasiado presente. Demasiado aqui. Demasiado paralisante. Demasiado…

Um dia, quem sabe! Um dia, a voz grita. Um dia explodo em verbo. E assim me faço algo melhor.

Um dia…

regressarei com o lume do rio a guiar-me Maio 15, 2017

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prometo-te que uma noite voltarei, sem bússola, regressarei com o lume do rio a guiar-me, e que os olhos pousarão nos teus olhos este frémito de água. acredito nas ruas que existem por detrás dos óculos dos marinheiros, onde descansa um barco e tu foges, não acredito em ti. um fio de água enforca-nos. foi então que resolveste prosseguir viagem sozinho, com a tua adolescência um pouco ferida. eu acreditei no fogo e no silêncio que, de manhã lavam os corpos, tornando-os de novo navegáveis. esperei, ainda te espero. ando por aí a mariscar com os nativos, escondendo do mundo a tristeza que me devora o corpo.

Al Berto, Excerto de «Roulottes da Noite de Lisboa»